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Estresse climático impulsiona nova geração de BioRacionais

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Manejo fisiológico busca atuar sobre processos que influenciam aproveitamento, resposta a adversidades e produtividade

Manejo fisiológico busca favorecer uso de água e nutrientes e atuação da planta em etapas decisivas para a formação da produtividade

 

O teto produtivo de uma lavoura não depende apenas de genética, nutrição ou controle de pragas e doenças. Entre o potencial de uma cultivar e aquilo que efetivamente chega à colheita existe uma sequência de processos internos da planta continuamente influenciada por temperatura, disponibilidade de água, nutrientes e outros estímulos do ambiente. É nesse espaço que o manejo fisiológico começa a ganhar maior atenção.

A proposta não é substituir as ferramentas que já fazem parte do sistema produtivo, mas atuar de maneira complementar sobre determinadas respostas da cultura. Em um cenário de maior variabilidade climática e pressão sobre custos, compreender como a planta distribui energia, utiliza recursos e reage a situações adversas abre outra frente para buscar produtividade e, principalmente, maior estabilidade entre safras.

Lançamento do TopGrain, em São Paulo. Foto: Sumitomo Chemical 

A Sumitomo Chemical aposta nessa estratégia para ampliar seu portfólio de BioRacionais. A companhia apresentou em São Paulo o TopGrain, tecnologia à base de ácido abscísico desenvolvida para soja e milho, com atuação direcionada ao enchimento de grãos.

“O manejo fisiológico acrescenta uma nova dimensão ao manejo: entender melhor a planta para ajudá-la a expressar seu potencial produtivo”, afirma Luciano Jaloto, diretor de Marketing Brasil da Sumitomo Chemical. Segundo ele, a abordagem pode contribuir para a adaptação das culturas às mudanças nas condições climáticas.

O enchimento é uma etapa particularmente sensível a calor e déficit hídrico. De acordo com a empresa, o TopGrain atua na translocação de assimilados, favorecendo o transporte de açúcares para os grãos, com objetivo de contribuir para peso e estabilidade produtiva em situações adversas.

A tecnologia integra uma categoria que vem crescendo dentro da operação brasileira da companhia. O faturamento de BioRacionais no País aumentou 17% em 2025, depois de uma expansão de 14% em 2024. O Brasil representa atualmente 76% das vendas latino-americanas da Sumitomo Chemical nessa categoria.

A empresa utiliza a denominação BioRacionais para um portfólio que reúne soluções biológicas e de origem natural, incluindo biocontrole, microrganismos, substâncias naturais e tecnologias destinadas ao manejo fisiológico. Sua atuação nesse segmento remonta a soluções desenvolvidas há mais de seis décadas.

Integração no manejo

A estratégia defendida pela Sumitomo não estabelece oposição entre soluções convencionais e biológicas. A companhia propõe integrar químicos e BioRacionais conforme cultura, estágio de desenvolvimento e condições encontradas no campo.

Esse movimento também recebe investimentos em pesquisa. A Sumitomo informa destinar 7,5% do faturamento global a P&D e manter nos Estados Unidos um centro dedicado à inovação em BioRacionais. Na proteção de cultivos, sua estrutura de pesquisa avalia aproximadamente 7.800 moléculas por ano.

Para Henrico Bizão, gerente de BioRacionais Brasil, a lógica é desenvolver ferramentas específicas para processos determinados do desenvolvimento vegetal. No caso de soja e milho, o novo produto concentra essa intervenção no enchimento de grãos.

O avanço dessa abordagem acrescenta, portanto, mais uma variável às decisões agronômicas: além de proteger e nutrir a cultura, o manejo passa a buscar maneiras de influenciar como a própria planta utiliza seus recursos para transformar potencial produtivo em colheita.

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