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Fiscalização apreende 6,4 mil mudas cítricas em SP

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Governo paulista amplia fiscalização e adota novas diretrizes para enfrentamento do greening nos pomares comerciais

 

A Defesa Agropecuária de São Paulo retirou 6.480 mudas cítricas de circulação após identificar um viveiro funcionando de forma irregular no município de Itaberá, na região de Avaré. A fiscalização encontrou inconformidades fitossanitárias, documentais e estruturais, levando à apreensão do material. A operação integra a estratégia estadual de prevenção ao HLB/greening, considerada a principal ameaça à citricultura mundial e sem cura conhecida.

Além da ação de fiscalização, o Estado também atualizou as regras de monitoramento da doença com a publicação de uma nova portaria que altera a classificação dos municípios conforme o nível de incidência do greening. As medidas buscam reduzir os riscos de disseminação da bactéria e preservar uma das cadeias produtivas mais importantes do agronegócio paulista.

Segundo Geraldo Melo Filho, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, impedir que mudas irregulares cheguem aos produtores é uma etapa fundamental da estratégia sanitária. “Cada muda irregular retirada de circulação representa um risco a menos para a citricultura paulista. O greening não tem cura, por isso a prevenção é o caminho. Garantir que as mudas tenham origem certificada é proteger a produção, os empregos e um setor que é fundamental para São Paulo.”

Desde o início dos anos 2000, a produção de mudas cítricas no Estado passou a seguir normas específicas voltadas à prevenção de doenças. Entre as exigências estão viveiros protegidos por telas contra insetos vetores, sistemas de desinfecção de calçados e ferramentas, utilização de material genético proveniente de plantas matrizes cadastradas e fiscalização permanente da sanidade vegetal. Também são obrigatórios laudos que comprovem a ausência de doenças como Phytophthora e nematoides, conforme estabelece a Portaria Defesa nº 14/2023.

A Secretaria de Agricultura também alerta que a comercialização ambulante de mudas cítricas é proibida no Estado. Os comerciantes devem possuir cadastro oficial e emitir certificados fitossanitários que comprovem a origem e a sanidade das plantas. A preocupação decorre do potencial de disseminação do greening, já que uma única planta contaminada em um quintal pode servir como fonte de infecção para pomares comerciais localizados a quilômetros de distância.

Outra novidade é a entrada em vigor da Portaria Defesa nº 46/2026, que regulamenta a Resolução SAA nº 32/2026. A norma estabelece critérios para classificar os municípios paulistas em áreas de alta ou baixa incidência de HLB com base em levantamentos fitossanitários periódicos. Conforme explica Alexandre Paloschi, chefe do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal, “A medida tem como objetivo incentivar os municípios nos quais a citricultura tem impacto econômico, a intensificarem junto a produtores, suas ações de controle e sobretudo, de erradicação de plantas doentes em suas áreas de produção.”

Com a nova classificação, muda também a regra para eliminação de plantas contaminadas. Nos municípios de alta incidência, a erradicação obrigatória passa a valer apenas para plantas com até três anos de idade. Já nas localidades classificadas como de baixa incidência, permanece a exigência de eliminar plantas doentes independentemente da idade, reforçando a estratégia de contenção da doença onde ainda há melhores condições de controle.

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