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Agro paulista tem superávit US$ 6,45 bilhões até abril

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Exportações de carnes, produtos florestais e soja impulsionam reação do agro paulista em meio a oscilações globais

 

Mesmo diante de um cenário internacional marcado por volatilidade de preços, desaceleração econômica global e pressões comerciais crescentes, o agronegócio paulista voltou a demonstrar capacidade de reação no comércio exterior em 2026. Sustentado principalmente pelo avanço das carnes, da soja e dos produtos florestais, o setor manteve forte geração de divisas e ampliou sua relevância dentro da economia estadual.

Dados divulgados pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo mostram que o agro paulista acumulou superávit de US$ 6,45 bilhões de janeiro a abril de 2026. No período, as exportações do setor alcançaram US$ 8,47 bilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 2,02 bilhões. O desempenho garantiu ao agronegócio participação de 39% em todas as exportações paulistas no quadrimestre.

O resultado reforça o peso estrutural do agro para a balança comercial do Estado em um momento de maior instabilidade global. “O agro paulista segue mostrando sua força mesmo em um cenário internacional desafiador. O crescimento das exportações de carnes, soja e produtos florestais mostra a competitividade do nosso produtor, a qualidade da nossa produção e a capacidade de São Paulo de seguir abrindo mercados e gerando superávit para a economia brasileira”, afirma Geraldo Melo Filho, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

A melhora ficou mais evidente em abril, quando as exportações do setor atingiram US$ 2,40 bilhões — alta de 10,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. O movimento sinaliza uma retomada mais consistente depois de meses marcados por oscilações em segmentos importantes da pauta agroexportadora paulista.

“Apesar das oscilações do mercado internacional, abril mostrou recuperação nas exportações do agro paulista, com destaque para carnes, produtos florestais e soja”, afirma Carlos Nabil Ghobril, diretor da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).

O complexo sucroenergético permaneceu como principal grupo exportador do agro paulista, respondendo por 21,8% do total embarcado e movimentando US$ 1,85 bilhão. O açúcar concentrou praticamente toda a receita do segmento. Na sequência aparecem carnes (US$ 1,42 bilhão), produtos florestais (US$ 1,14 bilhão), complexo soja (US$ 1,08 bilhão), sucos (US$ 671,8 milhões) e café (US$ 556,5 milhões).

Apesar do desempenho positivo de alguns setores, o cenário segue heterogêneo. Enquanto produtos florestais cresceram 18,7%, carnes avançaram 16,8% e soja subiu 9,2%, segmentos tradicionais como sucos, sucroenergético e café registraram retração em receita no comparativo anual.

A China manteve liderança absoluta entre os destinos das exportações paulistas, concentrando 27% das compras do agro estadual. União Europeia e Estados Unidos aparecem na sequência, reforçando a diversificação geográfica da pauta exportadora. No cenário nacional, São Paulo permaneceu na segunda posição entre os maiores exportadores do agro brasileiro, com participação de 15,5%, atrás apenas de Mato Grosso.

O desempenho evidencia uma característica cada vez mais relevante do agronegócio paulista: sua capacidade de combinar produção diversificada, valor agregado e forte inserção internacional. Em um ambiente global mais competitivo, essa diversificação tende a funcionar como um dos principais fatores de resiliência da economia agrícola paulista.

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