Evento encerra edição 2026 com público recorde, participação internacional e foco na eficiência produtiva da pecuária brasileira
A Feicorte encerrou sua 22ª edição confirmando um movimento que vem se consolidando desde seu retorno ao calendário nacional: a feira deixou de ser apenas uma vitrine de genética para se tornar um dos principais fóruns de discussão sobre o futuro da pecuária brasileira. Realizada nos dias 23 a 26 de junho, em Presidente Prudente (SP), a edição de 2026 reuniu cerca de 20 mil visitantes, 130 expositores e representantes de mais de 20 países, fortalecendo o papel do evento como ponto de encontro entre produção, tecnologia, mercado e inovação.
Ao longo dos quatro dias, a programação integrou exposição de animais, julgamentos, leilões, experiências gastronômicas, demonstrações de tecnologias, debates técnicos e encontros de negócios. A diversidade de atividades refletiu a transformação da pecuária nacional, cada vez mais orientada por eficiência produtiva, agregação de valor e inserção internacional.

Para Carla Tuccilio, presidente da Feicorte e CEO da Verum, o evento cumpriu plenamente seu papel de reunir os diferentes segmentos da cadeia produtiva. “Foi uma edição com sucesso, muitas ativações novas e conteúdo de excelência comandado por especialistas brasileiros e internacionais. Tivemos a presença de muitos pecuaristas e conseguimos criar novamente o grande ponto de encontro da cadeia produtiva da carne”, afirmou. Segundo a organização, aproximadamente seis toneladas de carne foram utilizadas nas experiências gastronômicas promovidas durante a feira.
A presença internacional também ganhou destaque. Delegações de países como Estados Unidos, Canadá, China, Uruguai, Paraguai, África do Sul, Argentina, Colômbia e Portugal participaram da programação técnica e institucional. Para Ailton Barbosa, diretor-executivo da Feicorte e presidente do Instituto Brasileiro de Inovação, Cultura e Qualidade do Agro e Pecuária (IBIQPEC), esse ambiente reforça a posição estratégica do Brasil no mercado global. “A feira se consolidou como um polo de relacionamento institucional ao receber delegações, empresas e representantes de mais de 20 países”, ressaltou. Barbosa também destacou o impacto econômico regional, lembrando que o evento gerou mais de mil empregos diretos e indiretos durante sua preparação e realização.
O conteúdo técnico foi outro eixo central da programação. Sob o tema “O Boi Brasileiro – Um Mundo de Oportunidades”, o Fórum Feicorte reuniu especialistas nacionais e internacionais para discutir genética, eficiência produtiva, sustentabilidade e perspectivas do mercado mundial da carne. O curador do Fórum, Diede Loureiro, explicou que a programação foi planejada para atender às necessidades dos pecuaristas em um momento estratégico do calendário. “A Feicorte se posiciona estrategicamente no meio do ano, momento em que o produtor tem o balanço do primeiro semestre e precisa se planejar para o segundo, atuando como uma base essencial de dados técnicos para a tomada de decisões na fazenda”, afirmou.

Nos pavilhões, aproximadamente 700 bovinos e ovinos de 12 raças reforçaram o caráter técnico da exposição. Os julgamentos reuniram animais de elite, enquanto os leilões registraram liquidez total em diversas categorias, movimentando compradores de diferentes estados brasileiros. Paralelamente, iniciativas como o Shopping Seleção Feicorte, a área dedicada à Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e o Boulevard Feicorte ampliaram a presença de novos modelos de negócios e aproximaram produtores das tecnologias disponíveis para aumentar produtividade e sustentabilidade.
Com a edição de 2026 encerrada, a organização já confirmou a realização da Feicorte Paraguai em março de 2027 e da próxima Feicorte Brasil em junho do mesmo ano. O planejamento reforça a estratégia de consolidar a marca como plataforma permanente de integração da cadeia da carne, acompanhando a evolução tecnológica e a crescente inserção internacional da pecuária brasileira.




