Novo módulo gratuito do Aplicador Legal aborda operação de autopropelidos e reforça papel da capacitação para eficiência e segurança no campo
Máquinas maiores, barras extensas, elevada capacidade de calda e velocidade para percorrer grandes áreas. Os pulverizadores autopropelidos elevaram a capacidade operacional das aplicações agrícolas, especialmente em culturas como soja, milho e algodão. A tecnologia embarcada, porém, não elimina uma variável decisiva para o resultado da pulverização: a qualificação de quem está no comando da máquina.
É nesse ponto que CropLife Brasil e Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) concentram o novo módulo do programa Aplicador Legal. Lançada nesta segunda-feira (31/08), a formação dedicada aos pulverizadores autopropelidos — também conhecidos como automotrizes — é on-line e gratuita e aborda desde a constituição da máquina até regulagem, calibração, manutenção e segurança.
Diferentemente dos pulverizadores tracionados, os autopropelidos integram motor, tração, condução e sistemas de pulverização em um único equipamento. Além da autonomia de deslocamento, destacam-se pelas barras longas, maior velocidade de operação e elevada capacidade do reservatório. São características que favorecem rendimento e cobertura em grandes extensões, mas aumentam a importância da operação correta.
Segundo Pedro Duarte, coordenador de Sustentabilidade e Boas Práticas Agrícolas da CropLife Brasil, o desempenho depende de o aplicador conhecer não apenas o funcionamento e a regulagem da máquina, mas também condições climáticas, características do terreno e da cultura, segurança e medidas para prevenir deriva.
Eficiência começa na regulagem
A formação procura atuar justamente em pontos nos quais erros operacionais podem comprometer a tecnologia disponível. Isabela Rivato, analista de Uso Correto e Seguro do Sindiveg, relaciona entre os principais desafios o uso inadequado do equipamento, regulagem incorreta, desconhecimento das tecnologias disponíveis e dificuldades na tomada de decisão durante a aplicação.
Essas falhas podem afetar simultaneamente eficiência e segurança. A capacitação, segundo a especialista, favorece o planejamento das operações e contribui para reduzir desperdícios, falhas e exposição do trabalhador.
O novo módulo reúne nove videoaulas, com duração total de 1 hora e 10 minutos. O conteúdo acompanha a jornada de operação do autopropelido: começa pela visão geral e constituição básica, passa por manutenção, volume de calda, cálculo de vazão, otimização operacional, regulagem e calibração e chega à limpeza da máquina e ao uso correto de equipamentos de proteção individual. Ao final, há questionário de avaliação.
Para fazer o curso, é necessário concluir previamente o módulo introdutório da plataforma escolhida. A formação oferece certificação e se soma aos conteúdos do Aplicador Legal para pulverizador costal, equipamentos tratorizados com barras e turbopulverizadores.
O acesso ocorre pelas plataformas gratuitas da CropLife Brasil e do Sindiveg. Mais do que ensinar a conduzir uma máquina, a proposta evidencia uma questão cada vez mais presente na agricultura tecnificada: quanto mais recursos chegam ao equipamento, maior é a necessidade de preparar o profissional para utilizá-los corretamente.


