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IHARA: na cultura do algodão, manejo deve ser de ponta a ponta

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Pressão de pragas, resistência de plantas daninhas e busca por eficiência ampliam importância das decisões tomadas durante todo o ciclo

 

Antes de virar fio, tecido ou roupa, o algodão percorre uma longa jornada — e parte importante da qualidade que chegará à indústria é definida ainda dentro da lavoura. Em uma cotonicultura cada vez mais tecnificada, genética, nutrição, manejo de plantas daninhas e controle de pragas e doenças formam uma sequência de decisões que precisa proteger simultaneamente produtividade, eficiência operacional e qualidade da fibra.

O desafio ganha escala diante das perspectivas da safra brasileira 2025/26. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reproduzidos pela IHARA, a produção está estimada em 4,06 milhões de toneladas. O desempenho das lavouras está associado, entre outros fatores, ao uso de cultivares adaptadas às diferentes regiões produtoras, manejo nutricional e estratégias fitossanitárias empregadas durante o ciclo.

A evolução tecnológica ajudou a transformar o algodão em uma das cadeias mais tecnificadas do agronegócio nacional. Segundo a companhia, o setor movimenta mais de R$ 31 bilhões por ano e conecta produção agrícola, indústria e tecnologia.

O ganho de tecnologia não elimina a pressão sobre as lavouras. O avanço da resistência de plantas daninhas, a presença de pragas e a necessidade de otimizar operações tornam mais complexa a construção do manejo.

Os desafios da cotonicultura evoluem a cada safra e exigem estratégias cada vez mais integradas”, afirma Valdumiro Garcia, engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA. Para ele, as tecnologias precisam contribuir para simplificar o manejo, aumentar a eficiência operacional e preservar o potencial produtivo e a qualidade da fibra.

Entre os exemplos apresentados pela companhia está o manejo de plantas daninhas desde o estabelecimento da cultura. A IHARA cita o herbicida pré-emergente Yamato SC para controle de espécies de difícil manejo, entre elas capim-pé-de-galinha e caruru. A empresa também destaca o inseticida Chaser EW para alvos como bicudo-do-algodoeiro, ácaro-rajado e pulgão, além da ramulária.

Muito além da porteira

A discussão integra a campanha “IHARA e Algodão, de ponta a ponta”, criada para relacionar as etapas da produção agrícola ao caminho posterior da matéria-prima. Depois da colheita, a fibra segue para fiação, tecidos, roupas e outros produtos de uso cotidiano. “Esse resultado começa muito antes da colheita, nas decisões tomadas pelo produtor, no manejo e nas tecnologias utilizadas ao longo de toda a safra”, afirma Garcia.

A campanha tem caráter institucional, mas o conceito traduz uma questão concreta da produção. Quanto maior a escala e a sofisticação da cotonicultura brasileira, mais a qualidade entregue no fim da cadeia depende da soma de decisões realizadas ao longo de todo o ciclo. A fibra começa no campo — e carrega consigo o resultado do manejo até muito depois da colheita.

 

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