O conceito é o seguinte, nós somos uma empresa de tecnologia, nutrição e fisiologia de plantas. Estamos desenvolvendo um portfólio autoral, que realmente foi fruto de um investimento muito grande em pesquisa e desenvolvimento, e de um know-how bastante diversificado que compõe a Synkka, tanto na área de especialidades químicas, nanotecnologia, conhecimento em bioinsumos e nutrição e fisiologia de plantas.
Desenvolvemos ali um portfólio que foi para experimentação na última safra, nas mais diferentes condições climáticas do Brasil, desde o Cerrado, passando pela região Sul até a Sudeste com as mais variadas culturas, como soja, milho, cana-de-açúcar e café. Dos resultados colhidos até então, todos eles foram feitos em universidades ou em estações de pesquisa de consultoria. Nós temos aqui 96% de resultados positivos do uso dessas tecnologias e com um incremento médio de 7% na produtividade, o que certamente dá um retorno sobre o investimento bastante interessante, acima de 3 para 1 na média desses trabalhos.
Então, em um ano em que o produtor está buscando alternativas para melhorar a rentabilidade, muitas vezes existe o conceito de que o ponto está em economizar o custo por hectare, mas a melhor forma de economia é reduzir o custo da saca produzida, que é a saca que o produtor vende. Daí o melhor jeito de se fazer isso é realmente tendo uma produtividade mais alta e uma produção consistente, mesmo em anos de maiores desafios climáticos.
Esses trabalhos mostraram para nós, sendo todos com delineamento estatístico, que nos permite realmente ter bastante segurança na representatividade desses dados para a safra vindoura. Os trabalhos escolhidos até então estão em soja e milho, e realmente nos dão uma perspectiva muito interessante de que os produtores, quando fazem um uso de um programa nutricional técnico, bem manejado de nutrição de plantas, logicamente entendendo que a produção agrícola é fruto de genética, de clima, de manejo, mas a nutrição tem um papel chave também nesse incremento de produtividade. E isso tem se mostrado realmente uma ferramenta importante, sobretudo em anos de maior desafio financeiro como o que nós estamos vivendo.
Falando um pouco mais do que são essas tecnologias que o produtor está testando: Nesses resultados a gente encontra uma consolidação de resultados de produtos, desde tratamento de sementes, produtos para nutrição foliar, produtos para redução de estresse abiótico, principalmente visando redução de estresse térmico e hídrico, o que é muito importante para essa frente de adaptação climática. Principalmente em um ano como este, com grandes chances de um El Niño bem forte.
Por que alguns produtores estão investindo mais em tecnologia justamente quando as margens estão menores?
Em um cenário de custos elevados e incertezas para a próxima safra, a tendência natural seria cortar investimentos. Mas parte dos produtores está seguindo o caminho oposto. Pesquisas realizadas pela Synkka mostram que tecnologias voltadas à nutrição e fisiologia vegetal geraram ganho médio de 7% de produtividade e apresentaram consistência em 96% das áreas avaliadas. A pauta pode discutir como o produtor está calculando o retorno sobre investimento e quais tecnologias estão se mostrando mais eficientes para proteger a rentabilidade no campo.
Ithamar Prada é CEO da Synkka e especialista em inovação agrícola.




