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Cooperativa Frísia dobra produção de ração para suínos

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Nova estrutura amplia flexibilidade industrial e prepara a Frísia para novas etapas de crescimento

 

O crescimento da suinocultura nos Campos Gerais levou a Frísia Cooperativa Agroindustrial a dar mais um passo na integração de sua cadeia de produção. A cooperativa inaugurou uma linha exclusiva para fabricação de ração para suínos na unidade Rações Batavo, em Carambeí (PR), investimento que dobrou a capacidade mensal da fábrica, passando de 6 mil para 12 mil toneladas.

A expansão acompanha a evolução da atividade suinícola da cooperativa. Em pouco mais de um ano, o número de matrizes aumentou de 5,5 mil para 10 mil fêmeas, exigindo maior capacidade de fornecimento de alimentação e estrutura industrial. A nova linha integra uma estratégia mais ampla de fortalecimento da cadeia, garantindo maior autonomia no abastecimento de ração e criando condições para futuras expansões da produção.

Descerramento da placa de inauguração da unidade: capacidade dobrada

Segundo o presidente do Conselho de Administração da Frísia, Geraldo Slob, o investimento amplia a competitividade dos cooperados ao fortalecer um dos principais elos da cadeia produtiva. Já o gerente executivo de Pecuária, Eduardo Ichikawa, explica que a modernização faz parte de um conjunto de investimentos iniciado no ano passado, que inclui melhorias na Unidade Produtora de Leitões (UPL), ampliação de crechários, terminadores e ingresso de novos cooperados no sistema de produção.

Embora apresentada como uma nova linha industrial, a estrutura representa praticamente uma nova fábrica. Foram implantadas áreas específicas para armazenamento de micro e macroingredientes, além de novos sistemas de moagem, mistura e peletização. As mudanças aumentam a flexibilidade industrial, permitindo produzir diferentes formulações, inclusive destinadas às fases iniciais de desenvolvimento dos animais, além de ampliar as possibilidades de utilização de matérias-primas e ganhos operacionais.

A estratégia adotada pela Frísia acompanha uma tendência observada entre grandes cooperativas brasileiras de proteína animal: investir em estruturas próprias de nutrição para reduzir dependência de fornecedores externos, otimizar custos e elevar o controle sobre a qualidade da alimentação dos rebanhos. Em cadeias altamente competitivas, a eficiência alimentar influencia diretamente o desempenho zootécnico e os resultados econômicos dos cooperados.

Mais do que ampliar uma unidade industrial, o investimento demonstra como as cooperativas vêm fortalecendo a integração vertical de suas operações. Ao controlar etapas estratégicas como produção de leitões, fabricação de ração e assistência técnica, organizações como a Frísia aumentam sua capacidade de responder às oscilações de mercado, criar escala e oferecer maior competitividade aos produtores associados, consolidando um modelo cooperativista cada vez mais orientado por eficiência e agregação de valor.

 

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