Segundo os especialistas, o novo coronavírus traz reflexos nas exportações brasileiras, com o deslocamento das exportações para regiões de maior crescimento de renda, como a venda de milho e açúcar para o Oriente Médio em detrimento de países com maior crescimento populacional, alterações nos acordos internacionais e rescisões contratuais, além da necessidade de garantia do abastecimento doméstico. Para os pesquisadores, a pandemia faz com que a sanidade animal e vegetal ganhe vulto, exigindo mais controle, monitoramento e fiscalização, pois é um tema cada vez mais exigido pela demanda externa e interna. O rastreamento e a certificação dos produtos agropecuários devem ser intensificados, assim como o uso de tecnologias digitais no campo. “O cenário que se estabeleceu nos últimos meses fez com que setores do agro que ainda não haviam se inserido na era digital iniciassem a transformação que será bastante notada no final da pandemia. O agronegócio paulista não estará no mesmo patamar no final da crise e incrementos de inovação serão notados em todos os segmentos”, avalia Priscilla Rocha Silva Fagundes, diretora-geral do IEA.
Fonte: SEAA – SP




