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Cooperativas projetam o futuro do trabalho no agro

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gerente de Desenvolvimento Humano do Sescoop/PR, Leandro Roberto Macioski: futuro do trabalho

Estudo no Paraná busca antecipar demandas profissionais e orientar formação e gestão de talentos no setor

 

O agrocooperativismo brasileiro começa a enfrentar, de forma estruturada, um dos seus maiores desafios para os próximos anos: a transformação da mão de obra. Em um movimento de antecipação, cooperativas e especialistas se reuniram no Paraná para projetar como será o perfil profissional exigido pelo setor na próxima década — e, principalmente, como se preparar para esse cenário.

A iniciativa integra o Plano Paraná Cooperativo (PRC 300/500) e marca o início da construção de um estudo prospectivo voltado à identificação de competências e habilidades futuras. O trabalho será desenvolvido em parceria com o Sistema FIEP, por meio do Observatório da Indústria, e busca transformar tendências em direcionamentos práticos para o setor.

“A proposta é construir uma visão de futuro do trabalho no agronegócio, baseada em tendências e evidências que indiquem as transformações que impactarão o setor e sua força de trabalho”, afirma Sidarta Ruthes, gerente sênior do Observatório da Indústria do Sistema FIEP.

O encontro também destacou a necessidade de alinhar formação profissional às novas demandas do campo. Segundo Leandro Roberto Macioski, gerente de Desenvolvimento Humano do Sescoop/PR, antecipar cenários é fundamental para apoiar decisões estratégicas das cooperativas, especialmente na qualificação e retenção de talentos.

A base do estudo envolve a análise de 262 evidências organizadas em sete categorias, permitindo identificar tendências de longo prazo e sinais de mudança no mercado de trabalho. A metodologia busca oferecer uma leitura estruturada das transformações, conectando tecnologia, comportamento e dinâmica produtiva.

“A construção dos perfis profissionais parte da análise de evidências […] permitindo identificar movimentos de longo prazo”, explica Michelle Stumm, coordenadora do Observatório da Indústria. A participação ativa de cooperativas, pesquisadores e especialistas reforça o caráter prático da iniciativa. Ao incorporar percepções do dia a dia e desafios reais do campo, o estudo busca garantir aplicabilidade e aderência às diferentes realidades do cooperativismo.

Antecipar transformações, identificar competências futuras e entender as necessidades do mercado são passos essenciais para fortalecer a competitividade e a sustentabilidade do agronegócio, destacaram os participantes.

O resultado deverá mapear perfis estratégicos com foco em competências técnicas, digitais, comportamentais e de gestão, além de subsidiar políticas públicas e programas de qualificação profissional. Mais do que responder a um problema emergente, o movimento sinaliza uma mudança de postura: o agro passa a tratar a mão de obra como ativo estratégico, essencial para sustentar crescimento, inovação e competitividade no longo prazo.

O que o estudo vai mapear

  • Perfis profissionais estratégicos
  • Competências técnicas e digitais
  • Habilidades comportamentais
  • Capacidades de gestão
  • Demandas futuras do mercado

O que está mudando no trabalho no agro

  • Maior uso de tecnologia
  • Exigência por qualificação
  • Integração entre áreas
  • Escassez de mão de obra qualificada
  • Necessidade de visão estratégica

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