Expansão de receitas, empregos e associados mostra força do cooperativismo em todos os setores
Santa Catarina consolida um modelo econômico singular no país, no qual o cooperativismo deixou de ser alternativa para se tornar protagonista. Com faturamento de R$ 105,7 bilhões em 2025, as cooperativas ampliam sua influência na economia estadual e passam a responder por uma parcela decisiva do desenvolvimento regional, reunindo mais de 5 milhões de associados — o equivalente a 61% da população.
O avanço não se limita ao volume financeiro. As receitas cresceram 15,8% no último ano, ritmo três vezes superior ao da economia brasileira, enquanto as sobras — equivalente aos lucros — avançaram 30,8%, totalizando R$ 7,3 bilhões que serão reinvestidos ou distribuídos entre os cooperados.
O cooperativismo catarinense demonstra sua força ao integrar produção, geração de renda e desenvolvimento social em diferentes regiões, segundo indicam os dados apresentados pelo Sistema OCESC, que reúne 236 cooperativas no Estado.
A expansão do modelo também se reflete no aumento da base de associados, que cresceu 8,1% em 2025, com a entrada de mais de 370 mil novos cooperados. O movimento é liderado pelas cooperativas de crédito, que concentram mais de 4 milhões de participantes, seguidas por infraestrutura, consumo e agropecuária.
No campo, o protagonismo é ainda mais evidente. As cooperativas agropecuárias respondem por 60% das receitas do sistema e 62% dos empregos diretos, somando R$ 63 bilhões em faturamento. Além disso, têm papel relevante no comércio exterior, representando 17,9% das exportações catarinenses e 38,9% dos embarques de aves e suínos.
O impacto econômico também se traduz em geração de emprego e arrecadação. Em 2025, o setor criou mais de 7,3 mil novas vagas, totalizando 109,6 mil postos de trabalho, além de recolher R$ 4,4 bilhões em tributos — recursos que retornam à sociedade em serviços públicos e infraestrutura.
Os investimentos seguem em expansão. Apenas no segmento agropecuário, foram aplicados R$ 1,34 bilhão em modernização e ampliação de unidades produtivas, com previsão de novos aportes de R$ 1,53 bilhão em 2026.
Para o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta, os resultados reforçam uma característica central do Estado: “Somos o Estado mais cooperativista do Brasil”.
Com crescimento acumulado de 126% nas receitas nos últimos cinco anos, o cooperativismo catarinense evidencia um modelo de desenvolvimento baseado em escala, capilaridade e participação social — uma combinação que sustenta sua posição como um dos pilares da economia regional.
Números do cooperativismo em SC
- R$ 105,7 bilhões em faturamento anual
- +15,8% de crescimento em 2025 (3x o PIB brasileiro)
- 5,07 milhões de cooperados
- 61% da população catarinense associada
- +370 mil novos cooperados em um ano (+8,1%)
- R$ 7,3 bilhões em sobras (+30,8%)
- 236 cooperativas ativas
- 109.677 empregos diretos
- +7.301 vagas criadas em 2025
- R$ 4,4 bilhões em tributos pagos
- +126% de crescimento das receitas em 5 anos
O peso do agro cooperativo
- 60% das receitas totais do sistema cooperativo
- 62% dos empregos diretos gerados
- R$ 63 bilhões em faturamento anual
- 84,9 mil cooperados no agro
- Mais de 4 mil empregos criados no setor
- 68 mil trabalhadores diretos no agro cooperativo
- US$ 2,18 bilhões em exportações
- 17,9% das exportações totais de SC
- 38,9% das exportações de aves e suínos
- Principais produtos:
- Cereais in natura
- Proteína animal
- Fertilizantes e sementes
- Lácteos e alimentos processados
- R$ 1,34 bilhão investido em 2025
- R$ 1,53 bilhão previstos para 2026




