Prêmio Duda Ermírio de Moraes estreia categoria voltada à agropecuária e reconhecerá projetos inovadores
Estão abertas até 9 de agosto as inscrições para a primeira edição do Prêmio Duda Ermírio de Moraes – O Agro que Colhe o Futuro, iniciativa que distribuirá R$ 200 mil para reconhecer startups e projetos inovadores voltados à agropecuária. Pela primeira vez, a premiação passa a contemplar soluções para o agronegócio, em parceria com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), integrando as comemorações pelos 125 anos da instituição.
A proposta é incentivar o desenvolvimento de tecnologias capazes de tornar os sistemas agroalimentares mais eficientes, sustentáveis e preparados para os desafios da produção de alimentos. Podem participar desde iniciativas em fase inicial de desenvolvimento até empresas que já possuem soluções em operação e geração recorrente de receitas. Entre as áreas priorizadas estão inteligência artificial, internet das coisas (IoT) e outras aplicações baseadas em ciência e tecnologia voltadas ao campo.
A premiação foi estruturada em duas categorias. A Ceres contempla startups e empresas em estágio de pré-escala ou escala, enquanto a Pioneiros é destinada a projetos ainda em fase de validação, com Produto Mínimo Viável (MVP) ou prova de conceito. Os trabalhos serão avaliados por critérios como excelência técnica, robustez científica, inovação, sustentabilidade, impacto positivo e capacidade empreendedora. O processo seletivo será dividido em quatro etapas, incluindo triagem inicial, avaliação técnica, seleção de finalistas e julgamento por uma banca formada por especialistas, representantes da Esalq e dos doadores.
Para Thais Vieira, diretora da Esalq/USP, a iniciativa representa a união entre tradição acadêmica e incentivo à inovação. “De um lado, a tradição da Esalq em formar pessoas, produzir conhecimento e transformar a agricultura. De outro, o legado de uma família que fez da filantropia um compromisso com o futuro do país”, afirma. Segundo a diretora, o prêmio está alinhado ao planejamento estratégico da Escola por estimular soluções voltadas aos desafios da agricultura, da alimentação, do meio ambiente e da sociedade. “Mais do que reconhecer realizações, busca estimular a inovação e inspirar iniciativas capazes de transformar os sistemas agroalimentares e gerar impacto para as próximas gerações”, acrescenta.
Idealizado pela família de José Eduardo Ermírio de Moraes (Duda Ermírio de Moraes), o prêmio foi criado em 2019 e já contempla iniciativas em outras áreas, como saúde e educação, em parceria com instituições como Insper e A.C. Camargo Cancer Center. Segundo Liana Moraes, mãe de Duda e idealizadora da iniciativa, “Poder proporcionar esse prêmio é mérito do Duda, que deixou um patrimônio que estamos revertendo para sociedade em sua memória!”. Nesta edição dedicada ao agronegócio, serão destinados R$ 150 mil ao vencedor da categoria CERES e R$ 50 mil ao primeiro colocado da categoria Pioneiros, fortalecendo o ecossistema brasileiro de inovação aplicada ao campo.




