Balança comercial do setor fecha o primeiro semestre com saldo positivo de US$ 10,38 bilhões, segundo levantamento da APTA
O agronegócio paulista encerrou o primeiro semestre de 2026 com um superávit de US$ 10,38 bilhões, resultado sustentado pelo forte desempenho das exportações do setor. Entre janeiro e junho, as vendas externas alcançaram US$ 13,34 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 2,96 bilhões, consolidando o agro como um dos principais responsáveis pelo saldo positivo da balança comercial do Estado. No período, o segmento respondeu por 37,9% de todas as exportações paulistas e representou apenas 6,8% das importações.
Os números confirmam a relevância do setor para a economia estadual. Segundo a análise elaborada pela Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, o desempenho das exportações continua impulsionando a geração de riqueza, emprego e desenvolvimento, especialmente nas regiões do interior, onde a atividade agroindustrial exerce papel estratégico.
Para Carlos Nabil Ghobril, diretor da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), o saldo positivo reforça a importância econômica do setor. “Esse resultado proporciona um crescimento econômico para o Estado, geração de empregos e desenvolvimento, principalmente no interior paulista”, afirma.
Entre os principais grupos exportadores, o complexo sucroalcooleiro manteve a liderança, respondendo por 22,5% das vendas externas do agronegócio paulista, com US$ 3 bilhões embarcados, dos quais 95,1% correspondem ao açúcar. Em seguida aparecem o setor de carnes, com US$ 2,34 bilhões e participação de 17,5%, o complexo soja, com US$ 1,88 bilhão (14,1%), os produtos florestais, que somaram US$ 1,68 bilhão (12,6%), e os sucos, com US$ 938,9 milhões (7%), sendo o suco de laranja responsável por praticamente todo esse volume. Juntos, esses cinco segmentos concentraram 73,7% das exportações do agro paulista no semestre.
Na comparação com o mesmo período de 2025, carnes (+23,5%), complexo soja (+20,3%) e produtos florestais (+12,5%) registraram crescimento nas vendas externas. Em contrapartida, os embarques do complexo sucroalcooleiro (-18,8%), dos sucos (-39,2%) e do café (-18,5%) apresentaram retração. A China permaneceu como principal destino das exportações do agro paulista, com 28,3% de participação, seguida pela União Europeia (14,7%) e pelos Estados Unidos (9,8%). No cenário nacional, São Paulo manteve a segunda posição entre os estados exportadores do agronegócio, respondendo por 15,3% das vendas externas brasileiras do setor, atrás apenas de Mato Grosso, com 20,5%.




