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Circuito Nelore destaca evolução produtiva no TO

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Resultados de etapa em Nova Olinda mostram melhoria nos indicadores de carcaça e acabamento dos animais

 

A busca por maior eficiência produtiva tem transformado a pecuária de corte brasileira. Nos últimos anos, indicadores ligados à idade de abate, acabamento de carcaça e ganho de produtividade passaram a ocupar posição estratégica dentro das fazendas, impulsionados tanto pelas exigências da indústria quanto pela necessidade de produzir mais carne em áreas cada vez mais tecnificadas.

Esse movimento ficou evidente durante a terceira etapa nacional do Circuito Nelore de Qualidade 2026, realizada em Nova Olinda (TO). Pela primeira vez incluída no calendário da iniciativa, a cidade reuniu 493 animais inscritos por 14 pecuaristas, oferecendo um retrato da evolução observada na pecuária tocantinense.

Dos animais avaliados, 346 eram machos não castrados e 147 fêmeas. O levantamento mostrou predominância dos sistemas de produção a pasto, responsáveis pela terminação de 421 bovinos, enquanto outros 72 animais foram finalizados em confinamento.

Entre os machos, os indicadores chamaram atenção pela precocidade. Cerca de 80,78% apresentaram até quatro dentes incisivos permanentes, sinalizando idade inferior a três anos. Além disso, 75% registraram cobertura de gordura considerada mediana e uniforme, característica valorizada pela indústria frigorífica. O peso médio alcançou 21,5 arrobas.

As fêmeas também apresentaram resultados expressivos. Aproximadamente 75,5% possuíam até quatro dentes incisivos permanentes, indicando idade inferior a dois anos, enquanto 95% demonstraram acabamento de carcaça classificado como adequado. O peso médio foi de 14,3 arrobas.

Na avaliação de Gabriel Galvão, assessor técnico da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), os números refletem o avanço dos sistemas produtivos locais. “Estreante no Circuito, Nova Olinda chegou à edição com força e trouxe animais de excelente qualidade e resultados muito positivos. A qualidade das carcaças mostra que o Tocantins continua avançando em produtividade e eficiência, fortalecendo, cada vez mais, a presença da raça Nelore na pecuária”, acrescenta Galvão.

Entre os destaques da etapa, a AgroPaulo Agroindustrial, da Fazenda São Francisco, conquistou a medalha de ouro entre os machos terminados em confinamento. Nos sistemas a pasto, a principal colocação ficou com Sandra Vicente Machado, da Fazenda Las Vegas, localizada em Araguanã (PA). Nas categorias femininas, as medalhas de ouro foram conquistadas por Barbara Sanny Vaz Eduardo, da Fazenda Santa Julianna, entre os animais confinados, e pela NRD Agropecuária, da Fazenda Nova Conquista, entre as fêmeas terminadas em pastagens.

Mais do que premiar produtores, os resultados evidenciam uma tendência observada em diversas regiões do país: a combinação entre genética, manejo e nutrição vem permitindo abater animais mais jovens e com melhor acabamento, indicadores diretamente ligados à rentabilidade da atividade e à qualidade da carne ofertada ao mercado.

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