Summit da Abisolo debate como tecnologias e conhecimento científico podem elevar o desempenho das pulverizações agrícolas
A pulverização foliar deixou de ser apenas uma operação complementar dentro da lavoura para se tornar uma das principais fronteiras tecnológicas da nutrição vegetal moderna. O avanço da compreensão científica sobre a interação entre gotas, superfícies foliares e absorção de nutrientes está abrindo espaço para novas estratégias capazes de aumentar a eficiência de fertilizantes e bioestimulantes aplicados diretamente sobre as plantas — tema que deve ganhar protagonismo no Summit de Nutrição Vegetal Inteligente, promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia para Produção Vegetal (Abisolo) nos dias 9 e 10 de junho, em Piracicaba (SP).
Um dos principais destaques da programação será a participação da pesquisadora Victoria Fernández, da Universidad Politécnica de Madrid (UPM), referência internacional em estudos ligados à absorção foliar de nutrientes e às interações físico-químicas entre plantas e pulverizações agrícolas.
Com a palestra “Atualidades na adubação foliar”, marcada para o dia 10 de junho, a cientista apresentará avanços recentes relacionados ao uso de fertilizantes foliares e bioestimulantes em sistemas agrícolas comerciais ao redor do mundo. “Nossa intenção é unir o conhecimento científico fundamental sobre a absorção de fertilizantes e bioestimulantes a cenários reais de produção”, afirma Victoria Fernández.
Segundo ela, o objetivo é aproximar a ciência da realidade operacional das fazendas. “Queremos mostrar como as novas descobertas e o entendimento dos mecanismos de ação das pulverizações foliares podem ser transferidos para a prática, oferecendo dicas claras para que o produtor obtenha o melhor resultado possível em suas lavouras.”
Ao longo dos últimos 14 anos, Victoria desenvolveu metodologias voltadas à análise multidisciplinar da superfície foliar das plantas e da forma como gotas de fertilizantes interagem com essa estrutura. O trabalho da pesquisadora ganhou reconhecimento internacional justamente por aprofundar o entendimento sobre a superfície da planta como uma barreira física e química à absorção de tratamentos agroquímicos. Além da atuação acadêmica, Victoria também lidera projetos conjuntos com empresas globais do setor agroquímico e participa de importantes publicações científicas internacionais ligadas à nutrição mineral de plantas.
Para Roberto Levrero, presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo, o tema ganha importância estratégica em um cenário de agricultura mais tecnificada e orientada por eficiência. “A adubação foliar exige inovação constante e ter acesso às metodologias pioneiras que a pesquisadora desenvolve permitirá ao nosso setor entender de forma mais profunda as interações na superfície das plantas e, com isso, aplicar fertilizantes e bioestimulantes de forma muito mais eficiente e competitiva”, reforça Levrero.
O avanço das tecnologias ligadas à pulverização foliar ocorre em meio à expansão global do mercado de bioinsumos e à crescente busca por estratégias capazes de elevar produtividade sem ampliar proporcionalmente os custos de produção. Dentro desse contexto, fertilizantes foliares, bioestimulantes e adjuvantes vêm ganhando espaço como ferramentas importantes para melhorar absorção nutricional, tolerância a estresses e desempenho fisiológico das culturas.
A própria Abisolo representa atualmente mais de 140 empresas ligadas à produção e importação de fertilizantes minerais, organominerais, biofertilizantes, condicionadores de solo, substratos, adjuvantes e insumos biológicos.




