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Café de Rondônia cresce com tecnologia, produtividade e floresta preservada

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Estudo da Embrapa mostra que os cafés robustas amazônicos alcançam alta rentabilidade, reduzem área cultivada e mantêm sustentabilidade ambiental.

 

Um estudo da Embrapa revela o avanço expressivo da cafeicultura nas Matas de Rondônia, principal polo produtor do estado. A região apresenta alta produtividade, sustentabilidade ambiental e forte presença de pequenos produtores familiares, consolidando o robusta amazônico como um dos cafés mais eficientes e rentáveis do país.

A produtividade média dos cafezais chega a 68,5 sacas por hectare, frente a 50,4 sacas da média nacional. O efeito poupa-terra foi notável: em 22 anos, a área cultivada reduziu 75%, enquanto a produção cresceu 550%, de 7,8 para 50 sacas por hectare. O estudo mostra ainda que 90% da produção vem de pequenas propriedades de até 28 hectares, com lavouras médias de 3,4 hectares.

Com irrigação em 98,7% das áreas plantadas e 97,7% dos produtores conectados à internet, a tecnificação é ampla. “A boa rentabilidade do robusta amazônico tem melhorado a vida de muitos produtores”, afirma Calixto Rosa Neto, da Embrapa Rondônia. Uma saca custa em média R$ 618 para produzir e é vendida a R$ 1.300, aumento que fez o faturamento médio crescer 38% entre 2021 e 2023.

A pesquisa também destaca que a cafeicultura local sequestra 2,3 vezes mais carbono do que emite e mantém desmatamento zero em quase metade dos municípios analisados. Mais da metade da região — 2,2 milhões de hectares — continua coberta por florestas nativas, sendo 56% em terras indígenas.

Para Enrique Alves, pesquisador da Embrapa, o robusta amazônico é “um café de alta qualidade que promove o desenvolvimento social em pequenas propriedades e ajuda a preservar a floresta Amazônica”.

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