Planejamento da irrigação, proteção contra geadas e monitoramento sanitário estão entre as recomendações da CATI
Temperaturas mais baixas, menor evapotranspiração, dias curtos e risco de geadas alteram a rotina de manejo nas propriedades rurais durante o inverno. Para reduzir perdas e preservar o potencial produtivo de hortaliças e frutíferas, especialistas da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, divulgaram uma série de recomendações voltadas ao planejamento das atividades na estação.
As orientações abrangem desde o manejo da irrigação até práticas de poda, escolha das áreas de plantio e monitoramento fitossanitário. Embora muitas recomendações sejam aplicáveis a diferentes regiões do país, o material foi elaborado considerando principalmente as condições climáticas do Sudeste, onde o inverno combina redução da demanda hídrica das plantas com possibilidade de geadas em diversas áreas produtoras.
Nas hortaliças, um dos principais ajustes recomendados é adequar a frequência e o volume das irrigações à menor evapotranspiração da estação, concentrando a aplicação de água no período da manhã. Também é importante favorecer a circulação de ar entre as plantas por meio de espaçamentos adequados e podas de manejo, além de priorizar variedades adaptadas às condições do inverno. Os técnicos orientam ainda o acompanhamento constante das previsões meteorológicas para adoção de medidas de proteção quando houver risco de geadas.
Entre as estratégias preventivas estão o uso de cortinas plásticas em cultivos protegidos, manejo adequado de ventiladores e nebulizadores em estufas e, quando necessário, irrigação por aspersão para proteção contra geadas. Nesse caso, a CATI recomenda iniciar o sistema apenas após a confirmação da queda de temperatura e mantê-lo em funcionamento até o fim do risco de congelamento. Também são indicados quebra-ventos, escolha de áreas menos suscetíveis ao frio, manutenção da vegetação espontânea baixa e pulverizações com fertilizantes à base de potássio e magnésio para aumentar a resistência das plantas.
O inverno também favorece doenças fúngicas em algumas culturas, como míldio na alface e requeima no tomate, tornando indispensável o monitoramento fitossanitário. Já na fruticultura, o período é considerado estratégico para podas de limpeza e produção, eliminação de ramos doentes e frutos remanescentes, análise de solo e planejamento da adubação. A CATI apresenta orientações específicas para culturas como caqui, banana, pêssego e manga, além de recomendar práticas comuns a todos os pomares, como controle de plantas daninhas, manutenção da cobertura do solo, acompanhamento de pragas e doenças e proteção de mudas jovens em áreas sujeitas à ocorrência de geadas.





