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Humanização dos pets muda padrão de alimentação

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Busca por longevidade e saúde impulsiona dietas mais sofisticadas e amplia exigência técnica no mercado pet brasileiro

 

A forma como os brasileiros alimentam seus animais de estimação está passando por uma transformação silenciosa — mas com impacto direto em toda a cadeia pet. O avanço da preocupação com saúde, bem-estar e longevidade dos cães e gatos está elevando o nível de exigência dos tutores e reposicionando a nutrição como um dos principais vetores de valor do setor.

Esse movimento será um dos centros das discussões do XXV Congresso CBNA Pet, realizado nos dias 13 e 14 de maio, em São Paulo, reunindo especialistas, indústria e pesquisadores em um momento de inflexão no comportamento de consumo.

A mudança vai além da escolha de produtos: trata-se de uma nova lógica de cuidado. “Hoje existe uma preocupação muito maior dos tutores com prevenção, bem-estar e qualidade de vida. A nutrição deixou de ser apenas alimentação básica e passou a fazer parte da estratégia de saúde e longevidade dos cães e gatos”, afirma Aulus Carciofi, médico-veterinário e membro da Diretoria Técnica do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA).

Na prática, essa evolução se traduz na busca por dietas mais personalizadas, maior controle da obesidade animal e escolhas alimentares alinhadas a padrões nutricionais mais rigorosos. A humanização dos pets, cada vez mais presentes na rotina familiar, acelera essa mudança e amplia o peso da decisão alimentar dentro dos lares.

Os reflexos já aparecem nos indicadores de mercado. O Brasil ocupa atualmente a terceira posição global no segmento pet, atrás apenas de China e Estados Unidos, e mantém trajetória de crescimento mesmo diante de um cenário econômico desafiador. O volume de produção de alimentos para cães e gatos passou de 4,01 milhões de toneladas em 2024 para 4,04 milhões em 2025, com projeção de atingir 4,15 milhões neste ano.

Para Ariovaldo Zani, médico-veterinário e membro da Diretoria Técnica do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA), o avanço do setor está diretamente ligado à evolução qualitativa da demanda. O mercado passa a ser impulsionado por formulações mais especializadas, expansão dos canais digitais e valorização de atributos ligados à saúde e ao bem-estar animal.

Nesse contexto, a nutrição deixa de ser apenas um insumo e passa a atuar como elemento estratégico dentro da cadeia pet. O desafio, daqui em diante, será traduzir ciência em soluções acessíveis, mantendo o equilíbrio entre inovação, custo e escala.

A tendência é de continuidade desse movimento, com maior integração entre conhecimento técnico, indústria e comportamento do consumidor. Em um mercado que cresce e se sofistica simultaneamente, a alimentação se consolida como um dos principais determinantes da competitividade.

 

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