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Zoetis cresce, mas segmento pet apresenta desafios

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Receita global avança 3%, enquanto sensibilidade a preços reduz visitas veterinárias e desafia o segmento pet

 

O desempenho da Zoetis no início de 2026 revela um mercado de saúde animal mais complexo — e sensível ao bolso do consumidor. Embora a companhia tenha mantido crescimento global, o comportamento dos tutores de pets começa a redesenhar a dinâmica do setor, exigindo ajustes estratégicos.

A empresa registrou receita de US$ 2,3 bilhões no primeiro trimestre, alta de 3% na comparação anual, com estabilidade em bases orgânicas. O lucro líquido ajustado atingiu US$ 646 milhões, avanço moderado diante de um ambiente operacional mais desafiador do que o previsto.

Fonte: Zoetis. Resultados do primeiro semestre 2026

“Nosso primeiro trimestre ocorreu em um ambiente operacional mais desafiador do que prevíamos. Os tutores demonstraram maior sensibilidade a preços, o que resultou em redução nas visitas veterinárias. Estamos tomando medidas decisivas para aprimorar nossa execução comercial, impulsionar receita e manter uma gestão disciplinada de custos. A amplitude do nosso portfólio continua sendo uma fortaleza, refletida no desempenho do segmento internacional, dos animais de produção e da área de diagnósticos no trimestre”, afirma Kristin Peck, CEO da Zoetis.

Apesar da pressão no segmento pet, a operação internacional sustentou o crescimento. A receita fora dos Estados Unidos somou US$ 1,1 bilhão, com avanço operacional orgânico de 10%, impulsionada principalmente por antiparasitários, vacinas e soluções de diagnóstico. O desempenho em animais de produção também contribuiu, refletindo demanda consistente em bovinos, suínos, aves e aquicultura.

No Brasil, a companhia registrou receita de US$ 90 milhões no período, crescimento de 11% em bases reportadas, mas leve retração operacional de 1%, indicando um ambiente de maior pressão competitiva e ajustes de mercado.

Mesmo diante do cenário mais desafiador, a empresa mantém uma estratégia ancorada em inovação. “Com um pipeline robusto de mais de 12 potenciais blockbusters, um modelo comprovado de inovação e escala, que consistentemente nos permite liderar o mercado, além de um negócio resiliente e diversificado apoiado por sólidos fundamentos da indústria, seguimos bem-posicionados para entregar nossa próxima onda de inovação e permanecemos confiantes na nossa capacidade de gerar valor sustentável aos acionistas”, afirma Kristin Peck.

Paralelamente aos resultados financeiros, a companhia reforça sua estrutura comercial no Brasil com a contratação de novos executivos. A chegada de Miguel Gallego para liderar Operações Comerciais, Pedro Menezes na liderança de vendas em Animais de Companhia e Talita Rocio em Trade Marketing indica um movimento claro de integração entre estratégia e execução.

O reforço da unidade pet busca responder à nova dinâmica de consumo. “Pedro e Talita terão um papel importante na integração entre estratégia comercial, plano de marketing e execução nos pontos de venda. Essa combinação elevará nossa capacidade de gerar demanda e de apoiar nossos clientes em um mercado cada vez mais dinâmico”, afirma Simone Leiderman, líder da unidade de Animais de Companhia da Zoetis Brasil.

O cenário aponta para uma mudança estrutural: o crescimento do setor permanece, mas passa a depender mais de eficiência comercial, inovação e adaptação ao comportamento do consumidor. A saúde animal segue resiliente, mas já não cresce de forma homogênea — e exige respostas cada vez mais estratégicas.

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