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Tecnologia leva milho brasileiro a marcas históricas

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No sequeiro, Eduardo Pletz, de Guarapuava, alcançou o maior resultado de todo o concurso, com expressivas 369,92 sc/ha

Desempenho do Getap Verão confirma expansão do potencial produtivo em diferentes ambientes agrícolas

 

A produtividade do milho brasileiro voltou a surpreender em 2026. Os resultados do Concurso Getap Verão revelaram que produtores de diferentes regiões do país ultrapassaram marcas históricas e consolidaram um novo patamar produtivo para a cultura. O maior resultado registrado nesta edição alcançou impressionantes 369,92 sacas por hectare, reforçando o avanço tecnológico e o elevado nível de gestão adotado nas propriedades rurais.

Mais do que premiar agricultores, o levantamento se transformou em uma vitrine da evolução da agricultura nacional. Os números demonstram que produtividades acima de 300 sacas por hectare deixaram de ser casos isolados e passaram a aparecer em diferentes estados e sistemas de produção, evidenciando a disseminação de conhecimento técnico, genética, manejo e ferramentas de agricultura de precisão.

No irrigado, Agrícola Binsfeld, liderou com 359,61 sc/ha

Segundo Gustavo Capanema, coordenador técnico do Grupo Tático de Produtividade do Milho (Getap), os resultados confirmam uma tendência observada nos últimos anos. “Em resumo, o Getap Verão deste ano foi um grande sucesso em termos de resultados, adesão, tecnologias e desempenho geral. Tivemos recordes quebrados e a tendência é manter esse crescimento. Cada ano traz um desafio diferente, seja em relação ao clima, à pressão de pragas ou a outras intempéries. Ainda assim, o produtor mostra que está sempre preparado para enfrentá-los”, afirma.

Os desempenhos mais expressivos vieram da Região Sul. Na categoria sequeiro, Eduardo Pletz, de Guarapuava (PR), alcançou a maior produtividade de toda a competição, com 369,92 sacas por hectare. Outros cinco produtores também superaram a marca de 348 sacas por hectare, demonstrando consistência nos resultados obtidos na região. Já no irrigado, a Agrícola Binsfeld, de Palmeira das Missões (RS), liderou com 359,61 sacas por hectare.

O desempenho elevado não ficou restrito ao Sul. Na Bahia, Marcelino Flores de Oliveira, de Formosa do Rio Preto, registrou 315,37 sacas por hectare em sequeiro, mantendo o estado entre os destaques nacionais. Em Minas Gerais, tanto os sistemas irrigados quanto os de sequeiro apresentaram produtividades próximas ou superiores a 300 sacas por hectare, ressaltando a força produtiva do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Sul de Minas.

Para Capanema, os resultados refletem um processo contínuo de democratização do acesso à tecnologia agrícola. “Temos milho sendo produzido praticamente em todo o Brasil, com tetos produtivos altíssimos. Isso mostra que a tecnologia das empresas, dos técnicos, dos pesquisadores e de todos os profissionais envolvidos está sendo propagada e disseminada por todo o país”, destaca.

O avanço observado pelo concurso também sinaliza uma transformação importante na cultura do milho. Se há alguns anos produtividades superiores a 250 sacas por hectare eram consideradas excepcionais, os resultados atuais mostram produtores rompendo sucessivamente novas barreiras, mesmo diante de desafios climáticos, fitossanitários e econômicos.

“O produtor colheu os louros do seu trabalho e já começa a se preparar para o próximo ano, mais uma vez buscando produtividades cada vez mais elevadas”, conclui Capanema.

Os números do Getap Verão 2026 reforçam que a evolução do milho brasileiro não está concentrada em uma única região. Ela resulta da combinação entre pesquisa, inovação, assistência técnica e capacidade de adaptação dos agricultores, fatores que vêm elevando de forma consistente o potencial produtivo da cultura no país.

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