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SP leva combate ao fogo para dentro das propriedades

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Fundação Florestal abriu 243 vagas para brigadistas temporários

Nova fase da Operação São Paulo Sem Fogo integra produtores, amplia prevenção e acelera resposta a incêndios rurais

 

O combate aos incêndios rurais em São Paulo entra em uma nova fase ao deslocar o foco da resposta para dentro das propriedades. Em uma mudança estratégica, o Governo do Estado passa a equipar diretamente produtores de assentamentos com kits completos de combate ao fogo, transformando essas comunidades em agentes ativos na prevenção e na contenção das chamas ainda em seu estágio inicial.

A medida, formalizada durante a Agrishow 2026, amplia o alcance da Operação SP Sem Fogo e incorpora os assentamentos rurais de forma estruturada à política estadual. A iniciativa não apenas fortalece a capacidade de resposta, mas também reconhece o papel desses produtores na proteção ambiental e na segurança de suas próprias áreas produtivas.

“Integrá-los de forma efetiva à política de prevenção e combate aos incêndios é reconhecer a força dessas comunidades e garantir que tenham estrutura para proteger suas famílias, sua produção e o meio ambiente”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho.

O movimento dá continuidade a uma etapa anterior, marcada pela capacitação de moradores para atuação em situações de incêndio. Agora, além do treinamento, os produtores passam a contar com equipamentos como abafadores, bombas costais, sopradores e itens de proteção individual, ampliando a capacidade de ação direta nos primeiros focos — momento decisivo para evitar grandes incêndios.

A entrega dos kits está condicionada à formação prévia dos beneficiários e à articulação com os municípios, garantindo uso técnico e seguro dos equipamentos. A estratégia reforça a integração entre Estado, prefeituras e comunidades rurais, ampliando a capilaridade das ações no território.

“A iniciativa reforça a atuação integrada do Estado, ampliando a capacidade de prevenção e resposta nos territórios mais vulneráveis”, destaca o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Rinaldo de Araujo Monteiro.

Paralelamente, o governo amplia sua estrutura operacional. A Fundação Florestal abriu 243 vagas para brigadistas temporários e recebeu investimentos de R$ 19,3 milhões em veículos, equipamentos e máquinas voltados ao combate e à prevenção em Unidades de Conservação.

O reforço ocorre após resultados expressivos em 2025, quando o Estado registrou queda de 91% na área queimada e redução de 50% no número de focos em relação ao ano anterior, evidenciando o impacto das ações preventivas.

Ao descentralizar a resposta e antecipar a atuação nos pontos mais vulneráveis, São Paulo reposiciona sua estratégia de combate ao fogo, reduzindo o tempo de reação e ampliando a eficácia das intervenções. A lógica é clara: conter o incêndio onde ele começa — e antes que ele se espalhe.

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