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Regulamentação de fundo indenizatório é destaque na Feicorte

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Ponto de encontro da pecuária brasileira, a Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne – Feicorte voltou a Presidente Prudente (SP) neste ano e, novamente, foi palco de importantes anúncios do Governo do Estado de São Paulo. A abertura oficial, realizada na terça-feira (17/06), contou com a presença de líderes da atividade e autoridades políticas, como o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, Guilherme Piai, o ex-presidente da república, Jair Bolsonaro, além de deputados estaduais e federais, prefeitos e outras lideranças.

Na oportunidade, foram feitos diversos anúncios pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) e pelo governo do Estado, como o sistema Fundesa-PEC, o fundo indenizatório da pecuária paulista, cuja regulamentação está em fase de conclusão. O objetivo do fundo é garantir a segurança e a estabilidade da cadeia produtiva, protegendo os produtores em situações emergenciais. Outra novidade foi o decreto assinado por Tarcísio de Freitas, que oficializou a doação do Recinto de Exposições Jacob Tosello, onde é realizada a Feicorte, à Prefeitura de Presidente Prudente.

Para promover a qualidade da carne produzida no país, a Beef Hour das Raças concluiu a abertura oficial da Feicorte 2025 reunindo, em um só churrasco, cortes especiais de 14 raças bovinas produzidas no Brasil. Na ação inédita, promovida em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e diversos criadores de raças zebuínas e europeias, foram servidas porções das carnes das raças Nelore, Tabapuã, Brahman, Sindi, Gir, Guzerá, Brangus, Senepol, Angus, Bonsmara, Montana, Santa Gertrudis, Wagyu e Caracu.

Para o presidente da ABCZ, Gabriel Garcia Cid, o momento de celebração mostra a qualidade da carne e reforça como é possível produzir com melhoramento genético e tecnologia. “Parabenizo a Carla Tuccilio, o Shiro Nishimura e a Liliane Suguisawa pela união das raças que simbolizam a força da pecuária brasileira”, pontuou.

Na visão da CEO da Verum Eventos, organizadora da Feicorte, Carla Tuccilio, reunir as raças por meio das associações e seus produtores, destaca a força da pecuária brasileira quando caminha unida. “A Feicorte é esse espaço de convergência, em que tradição, técnica e colaboração se encontram para fortalecer a carne nacional”, afirma Carla.

A programação técnica desta terça-feira (17/06) reforçou a importância da tecnologia para o desenvolvimento do setor. Durante a abertura do Fórum Feicorte, a CEO da Verum, empresa organizadora do evento, Carla Tuccilio, e o secretário Adjunto da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Orlando Melo de Castro, ressaltaram o potencial da agropecuária brasileira e a relevância do evento para projetar a imagem do país como referência em produção sustentável.

O encerramento na Feicorte no sábado (21) será em clima de celebração com a Beef Hour Origens, um evento aberto ao público, das 12h às 18h. A proposta é reunir em um mesmo espaço duas grandes paixões do público: carne e música. Com estações de carne preparadas para proporcionar uma verdadeira imersão nos sabores da pecuária brasileira e apresentações musicais ao vivo, o evento será voltado para profissionais da cadeia produtiva, convidados e amantes de um bom churrasco, celebrando a tradição e a cultura do setor em um clima de confraternização.

Shiro Nishimuara, selecionador de Nelore PO, abre palestras da Feicorte

Qualidade da carne – A programação técnica do Fórum Feicorte começou com temas voltados ao futuro da pecuária. A palestra de abertura, “Do Campo ao Prato: o novo Nelore que o Brasil precisa”, foi conduzida pelo engenheiro agrônomo e selecionador de Nelore PO, Shiro Nishimura. Ele destacou que a melhoria da qualidade da carne Nelore está diretamente ligada ao uso de tecnologias como a ultrassonografia de carcaça, que permite identificar características valiosas para o aprimoramento genético do rebanho.
“No começo, confesso que tive desconfiança; mas, com orientação técnica, percebi que esse é um caminho sem volta. O ultrassom, quando usado de forma individualizada, permite identificar o melhor perfil de matrizes dentro do rebanho”, detalhou.
O uso da ferramenta resultou na identificação de fêmeas com maior potencial de rendimento, com avanço expressivo na Área de Olho de Lombo (AOL), que passou de 47,57 cm² em 2013 para 90,95 cm² em 2025, incremento de 91%. “Uma maior área geralmente está associada a um maior rendimento de carcaça e, consequentemente, a uma maior proporção de carne no corpo do animal abatido”, pontuou.
O profissional também reforçou o papel estratégico das fêmeas no sistema produtivo: “O pecuarista precisa cuidar melhor da sua vaca. É ela que faz a diferença no rebanho. Por isso, a seleção serve para escolher as características desejadas e eliminar as indesejadas com base em dados e resultados”, frisou.
Ao complementar a abordagem, o zootecnista e especialista em Ciência Animal e Pastagens, Marco Gambale apresentou como exemplo os resultados expressivos obtidos em uma fazenda de gado Nelore no Mato Grosso do Sul. Para ele, o ganho de AOL representa a rentabilidade da atividade pecuária, sendo um dos principais indicadores utilizados na avaliação de desempenho animal.
Para uma avaliação fidedigna, é fundamental considerar a composição e o aproveitamento da carne produzida. “Esses atributos podem ser significativamente aprimorados com o uso de tecnologias como a ultrassonografia, que permite mensurar, ainda com o animal vivo, características importantes da carcaça. Isso contribui de forma decisiva para a seleção genética e para a tomada de decisões mais precisas no manejo do rebanho”, afirmou.

 

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