Ranking mostra avanço de estados tradicionais e novos polos, com destaque para expansão no Nordeste
A produção de tilápia no Brasil mantém trajetória de crescimento e consolida novos polos regionais, reforçando o papel da piscicultura como uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio. Dados recentes PEIXE BR, a Associação Brasileira da Piscicultura, mostram que, além da liderança já consolidada no Sul e Sudeste, o setor começa a ganhar força em novas regiões, ampliando sua base produtiva.
O Paraná segue como principal referência nacional, com 273,1 mil toneladas produzidas em 2025 — volume que representa avanço de 9,1% em relação ao ano anterior. O desempenho reforça a consistência de um modelo baseado em tecnologia, organização produtiva e forte atuação de cooperativas e agroindústrias.
“Esse movimento vindo de empresas privadas e cooperativas mostram a força do setor no estado […] como agregação de tecnologia, orientação técnica e a participação de grandes cooperativas e agroindústrias”, afirma Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR.
Na sequência, São Paulo aparece como segundo maior produtor, com 93,7 mil toneladas. Minas Gerais ocupa a terceira posição, com 77,5 mil toneladas, seguido por Santa Catarina (63,4 mil toneladas), que também apresentou expansão relevante.
O destaque entre os estados emergentes é o Maranhão, que alcançou 59,6 mil toneladas e registrou o maior índice de crescimento entre os principais produtores. “O Maranhão foi estado com o maior índice de crescimento (9,36%) entre os dez maiores produtores […] e tem demonstrado um arranjo produtivo local que permitiu essa ampliação”, destaca Medeiros.
Outros estados também avançam no ranking, como o Ceará, que registrou crescimento de 29,3%, indicando o fortalecimento da atividade no Nordeste e a diversificação geográfica da produção.
O cenário evidencia uma combinação de fatores que sustentam a expansão do setor: adoção de tecnologia, maior organização da cadeia produtiva e avanço de modelos integrados de produção. Ao mesmo tempo, a entrada de novas regiões amplia a competitividade e cria oportunidades para o crescimento da piscicultura nacional.
Com avanço consistente e expansão territorial, a tilapicultura brasileira reforça seu papel como vetor de geração de renda e diversificação produtiva, consolidando-se como uma das principais apostas do agro nos próximos anos.




