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Plano de socorro mira setores mais afetados pelo tarifaço

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Geraldo Alckmin destacou também que o governo estuda formas de aplicar a Lei de Reciprocidade. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Madeira, máquinas, móveis, cerâmica, calçados e açúcar estão entre os segmentos que receberão apoio do governo federal

 

O governo federal anunciou a retomada de um programa de apoio às empresas brasileiras mais afetadas pela nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos nacionais. A estratégia prevê linhas de crédito para capital de giro e investimentos, além de ações voltadas à abertura de novos mercados internacionais para reduzir os impactos da medida, que entra em vigor em 22 de julho.

Segundo estimativas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), cerca de 2,4 mil empresas brasileiras serão diretamente atingidas pela sobretaxa. Juntas, elas respondem por aproximadamente 18% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos, o equivalente a US$ 7,4 bilhões, considerando como referência os dados de 2024.

Entre os segmentos mais expostos estão as cadeias de madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar, que deverão ser priorizadas nas medidas de apoio. A proposta inclui instrumentos financeiros para manutenção das atividades e iniciativas destinadas a ampliar o acesso a outros mercados compradores.

Durante coletiva de imprensa, Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), afirmou que “o governo, a partir de agora, tem como prioridade atender e apoiar esses setores por essa injusta, indevida e ilegal tarifação que nos foi imposta”. Segundo ele, a estratégia também passa por fortalecer a política de diversificação das exportações brasileiras, reduzindo a dependência do mercado norte-americano.

De acordo com o MDIC, parte expressiva da pauta exportadora brasileira permaneceu fora da sobretaxa, incluindo carnes, café, óleos e produtos da indústria aeronáutica. Ainda assim, o governo considera necessário adotar medidas preventivas para preservar a competitividade dos setores atingidos. Os dados apresentados mostram que a participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras caiu de 12,1% para 9,4% em 2026, movimento que reforça a estratégia de ampliar a presença do país em outros mercados internacionais.

O vice-presidente Geraldo Alckmin informou que o governo também avalia formas de utilizar a Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional em 2025, que estabelece mecanismos de resposta a medidas unilaterais adotadas por outros países. Paralelamente, integrantes da equipe econômica e do Banco Central contestaram as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para a aplicação das tarifas, classificando como infundadas as alegações relacionadas ao Pix, ao comércio digital, ao desmatamento e a outros temas incluídos na investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). Para o governo brasileiro, a prioridade imediata é preservar empresas, empregos e a competitividade das exportações enquanto prosseguem as negociações diplomáticas.

Com informações da Agência Brasil.

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