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Pesquisa e fiscalização pautam conferência agropecuária

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Especialistas discutem uso seguro de tecnologias, proteção ambiental e desafios regulatórios do setor

 

Pesquisadores, representantes da indústria, órgãos de fiscalização e especialistas em defesa agropecuária encerraram nesta semana, em Cuiabá (MT), a 9ª Conferência Nacional de Defesa Agropecuária (CNDA) com uma agenda concentrada em sustentabilidade, inovação tecnológica, segurança fitossanitária e boas práticas agrícolas. O último dia do evento foi marcado por debates sobre eficiência de produtos agrícolas, regulamentação, bioinsumos, proteção ambiental e combate ao mercado ilegal de insumos.

A programação evidenciou um dos principais desafios da agricultura moderna: ampliar a produtividade sem abrir mão da segurança, da rastreabilidade e da sustentabilidade dos sistemas produtivos. Para isso, o encontro reuniu universidades, associações setoriais, órgãos de defesa agropecuária e empresas ligadas à cadeia de insumos, promovendo discussões técnicas voltadas à construção de consensos e ao aperfeiçoamento das práticas adotadas no campo.

Segundo Pedro Duarte, coordenador de Sustentabilidade da CropLife Brasil (CLB) e uma das lideranças da conferência, o evento consolidou seu papel como espaço de integração entre diferentes segmentos do setor. “Ao longo desses três dias, discutimos temas de grande relevância para o setor e reunimos diferentes elos da cadeia produtiva em um mesmo ambiente. Foi uma oportunidade para trocar experiências com órgãos estaduais e federais, academia e indústria, debatendo assuntos relacionados à fiscalização, boas práticas agrícolas, sementes, defensivos químicos e bioinsumos”, afirma Duarte.

Entre os temas abordados estiveram a aplicação segura de tecnologias agrícolas, o controle de pragas, a legislação relacionada aos insumos e o fortalecimento da segurança fitossanitária. O debate também avançou sobre monitoramento, combate à ilegalidade e destinação ambientalmente adequada de produtos apreendidos.

A crescente adoção de bioinsumos também ganhou espaço na programação. “Continuamos no debate sobre bioinsumos — desde como a regulamentação pode apoiar a adoção desses produtos até iniciativas estaduais de fomento. Além disso, tratamos das recomendações de armazenamento e de como a regulamentação se articula com a Lei do Autocontrole”, destaca Júlia Pupe, gerente Regulatório de Bioinsumos da CropLife Brasil.

Outro destaque foi a discussão sobre a proteção de polinizadores e a necessidade de conciliar produtividade e preservação ambiental. O professor Marcelo Ferreira, da Unesp Jaboticabal, ressaltou a importância do uso racional das tecnologias agrícolas. “Nossa fala aborda a eficiência e a segurança na aplicação de produtos fitossanitários, que são indispensáveis para manter a produtividade das culturas agrícolas. No entanto, essas aplicações podem representar riscos para organismos presentes no entorno das lavouras que não são alvo do controle, incluindo espécies benéficas, como os polinizadores”, explica Marcelo Ferreira.

A conferência também dedicou espaço ao combate ao mercado ilegal de insumos agrícolas. Segundo Nilto Mendes, o trabalho conjunto entre indústria e autoridades tem contribuído para fortalecer a segurança fitossanitária e reduzir riscos ambientais associados à circulação de produtos irregulares. A atuação inclui acordos de cooperação, apoio técnico e orientação aos produtores para identificação de materiais suspeitos.

 

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