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Nova genética exige mais precisão ao alimentar matrizes

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Nutrição precisa acompanhar evolução das aves para que ganho de desempenho dos frangos não comprometa características reprodutivas

 

O potencial reprodutivo de uma matriz pesada não começa a ser definido quando surgem os primeiros ovos. Parte importante desse desempenho é construída desde o primeiro dia de vida e depende da precisão do programa nutricional adotado até a fase de produção. Com a evolução genética das aves, esse manejo ganhou ainda mais importância para a avicultura.

O assunto estará entre os temas do Simpósio de Incubação e Matrizes, promovido pela Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Animal (FACTA), nos dias 16 e 17 de setembro, em Chapecó (SC). O evento discutirá a relação entre os avanços genéticos, a nutrição das matrizes e indicadores como qualidade dos ovos, persistência da produção e eclosão.

A seleção genética realizada ao longo dos anos elevou o potencial produtivo das matrizes, acompanhando a busca por frangos de corte com melhor desempenho zootécnico. A consequência é uma ave com características diferentes e que demanda revisão constante dos programas alimentares.

Segundo o médico-veterinário e nutricionista animal da Seara Alimentos Leopoldo Malcorra de Almeida, a alimentação precisa acompanhar essa transformação para que a ave consiga expressar seu potencial sem prejudicar características fundamentais à reprodução.

Entre os aspectos influenciados pela estratégia nutricional estão desenvolvimento do empenamento, estrutura óssea, tamanho dos ovos e atendimento dos requerimentos específicos de cada fase.

O momento em que esses cuidados são adotados também faz diferença. De acordo com Almeida, falhas nutricionais ocorridas entre o primeiro dia de vida e a pré-postura podem comprometer posteriormente o desempenho reprodutivo e reduzir o potencial de eclosão. O problema é que parte desses efeitos não pode ser revertida nas fases seguintes.

Não basta formular a dieta

A precisão necessária também coloca a qualidade da ração no centro da estratégia. Matrizes recebem alimentação controlada e, por isso, variações na fabricação ou nos ingredientes podem fazer com que a composição efetivamente consumida seja diferente daquela prevista na formulação.

“A estabilidade do processo de fabricação e a qualidade dos ingredientes tornam-se determinantes para que a composição nutricional formulada seja efetivamente entregue aos animais”, afirma Almeida.

O desafio, portanto, não está apenas em determinar os requerimentos nutricionais. A evolução genética aumenta a necessidade de conectar formulação, qualidade dos ingredientes, fabricação e manejo alimentar ao longo das diferentes etapas da vida da matriz.

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