Lavouras irrigadas e de sequeiro alcançam marcas históricas no GETAP e reforçam avanço tecnológico da cultura no Brasil
O milho brasileiro acaba de atingir um novo patamar de produtividade. Em meio à crescente profissionalização da agricultura e à intensificação do uso de genética, manejo de precisão e tecnologias avançadas, produtores da região Sul registraram produtividades superiores a 360 sacas por hectare, estabelecendo novos recordes para lavouras irrigadas e de sequeiro no país.
Os resultados foram divulgados pelo Grupo Tático de Aumento de Produtividade (GETAP) durante a edição Verão 2026 do concurso técnico que reúne produtores de alto desempenho em diferentes regiões brasileiras. Na categoria sequeiro, o destaque ficou com Eduardo Pletz, de Guarapuava (PR), que alcançou 369,9 sacas por hectare. Logo atrás apareceu o Grupo Reinhofer, de Reserva do Iguaçu (PR), com 362,8 sc/ha.

Já entre as áreas irrigadas, o maior rendimento foi obtido por Dimas Alencar Binsfeld, de Palmeira das Missões (RS), com 359,6 sacas por hectare. O segundo lugar ficou com Thailo Bevilaqua Villani, de Santa Bárbara do Sul (RS), que atingiu 357,6 sc/ha.
A antecipação inédita da divulgação dos resultados busca justamente influenciar o planejamento da próxima safra, já que o plantio do milho no Sul começa a partir de agosto. “Sabemos que o produtor praticamente termina uma safra já pensando na próxima. Como o plantio do milho no Sul começa em agosto, não queríamos perder esse timing de planejamento”, afirma Gustavo Capanema, coordenador técnico do Grupo Tático de Aumento de Produtividade (GETAP).
Segundo ele, os resultados reforçam o avanço contínuo do teto produtivo da cultura no Brasil. “Houve quebra de recorde tanto na categoria sequeiro quanto na irrigada, mostrando que o produtor está investindo em genética de qualidade, nutrição, proteção de plantas e condução extremamente detalhada da lavoura.”
Além dos campeões, o ranking técnico reuniu produtores do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul com produtividades superiores a 300 sacas por hectare em ambas as categorias. No irrigado, o Top 10 contou com propriedades de municípios como Jacutinga, Chapada, Coxilha e Arroio Grande, no Rio Grande do Sul. Já no sequeiro, os maiores desempenhos ficaram concentrados em Guarapuava, Candói e Pinhão, no Paraná, além de Canoinhas e Zortéa, em Santa Catarina.
Para o coordenador do GETAP, os resultados revelam uma transformação mais ampla dentro da agricultura brasileira. “O GETAP tem incentivado esse avanço, e os resultados comprovam isso não apenas entre os campeões, mas também na média geral dos participantes, que será muito elevada nesta edição.” Ele destaca que a proposta do projeto vai além da competição de produtividade. “Queremos que os produtores de todo o Brasil vejam os participantes do GETAP como referência e inspiração. Nosso objetivo é elevar cada vez mais a média produtiva nacional do milho e demonstrar ao mercado nacional e internacional a capacidade técnica do produtor brasileiro.”
A divulgação regional antecipada será aplicada pela primeira vez nesta edição. O resultado nacional definitivo, incluindo os campeões brasileiros das categorias irrigado e sequeiro, será anunciado no próximo dia 24 de junho.




