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Irrigação amplia renda e pode multiplicar produtividade

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Estudo mostra impacto direto na economia rural, com ganhos de até 256% no PIB per capita em polos irrigados

 

A expansão da irrigação no Brasil deixa de ser apenas uma alternativa técnica para se consolidar como uma estratégia econômica e social de alto impacto no campo. Um estudo inédito revela que regiões com agricultura irrigada apresentam ganhos expressivos de produtividade, geração de empregos e melhoria na renda — reforçando o papel da tecnologia como vetor de desenvolvimento rural.

O levantamento, conduzido pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) em parceria com o GPP/USP/ESALQ, analisou polos irrigados na Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, identificando diferenças relevantes em relação a outros municípios rurais. Entre os principais indicadores, destaca-se o PIB per capita, que pode ser até 256% superior nessas regiões, evidenciando o efeito direto da irrigação sobre a atividade econômica.

Além da renda, o impacto também se reflete no mercado de trabalho. Os polos irrigados apresentam remunerações mais elevadas, com destaque para a Bahia, onde os ganhos médios são 68,6% maiores. Em Minas Gerais, o aumento chega a 42,85%, enquanto no Rio Grande do Sul e em Mato Grosso os incrementos são de 11,96% e 8,13%, respectivamente.

Outro ponto relevante é a redução da vulnerabilidade social. Nos municípios com irrigação, a dependência de programas de transferência de renda é menor, indicando maior dinamismo econômico e geração de oportunidades locais.

“Com evidências robustas e impacto mensurável, o estudo indica que a agricultura irrigada tende a ganhar ainda mais importância diante dos desafios climáticos e produtivos, ampliando a eficiência no campo e contribuindo para reduzir desigualdades regionais”, afirma Luiz Paulo Heimpel, vice-presidente da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação da Abimaq.

O potencial de expansão é significativo. Segundo dados da ANA citados no estudo, o Brasil possui cerca de 8,2 milhões de hectares equipados para irrigação, mas esse número pode crescer mais de cinco vezes, com a incorporação de 55,85 milhões de hectares adicionais.

Os impactos econômicos também são diretos. A cada 1.600 hectares irrigados incorporados, o valor adicionado bruto da agropecuária pode aumentar em R$ 8,27 milhões no curto prazo, chegando a quase R$ 14 milhões no longo prazo, além da geração de empregos formais.

Para que esse avanço ocorra, o estudo aponta a necessidade de uma agenda estruturada, baseada em acesso à energia competitiva, qualificação de mão de obra, gestão eficiente da água e ampliação da conectividade no campo.

“A irrigação traz previsibilidade para o produtor, reduz riscos e melhora a produtividade. Os dados mostram que seus efeitos vão além da produção, com impacto direto na renda e no desenvolvimento das regiões”, conclui Heimpel. Ao transformar produtividade em renda e desenvolvimento, a irrigação se posiciona como um dos pilares para o futuro do agronegócio brasileiro — especialmente em um cenário de maior variabilidade climática e exigência por eficiência.

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