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Emprego no agro cresce e tem maior nível da história

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Dados mostram expansão acima da média nacional e transformação estrutural no mercado de trabalho

 

O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com um marco histórico: nunca empregou tanta gente. Em um cenário de aquecimento do mercado de trabalho, o setor atingiu 28,4 milhões de pessoas ocupadas, consolidando-se como um dos principais motores de geração de renda e emprego no país — e, ao mesmo tempo, evidenciando uma transformação silenciosa no perfil dessa mão de obra.

Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o contingente representa 26,3% de todos os trabalhadores do país, o maior patamar da série histórica iniciada em 2012. O crescimento anual foi de 2,2%, com a criação de mais de 600 mil postos de trabalho, superando o avanço do mercado de trabalho brasileiro como um todo. O desempenho, no entanto, não foi homogêneo entre os segmentos da cadeia produtiva.

Enquanto o segmento primário — dentro da porteira — registrou retração de 1,1% no número de trabalhadores, os demais elos avançaram, com destaque para os agrosserviços, que cresceram 6,1% e se consolidaram como principal vetor de expansão do emprego no setor.

Essa mudança reflete um processo estrutural. A mecanização, a digitalização e o uso crescente de tecnologia vêm reduzindo a demanda por mão de obra no campo, ao mesmo tempo em que ampliam oportunidades em áreas ligadas à indústria, logística e serviços especializados.

O impacto também aparece no perfil dos trabalhadores. Os dados mostram aumento no nível de escolaridade, com crescimento das categorias com ensino médio e superior, enquanto diminui o contingente de pessoas sem instrução ou com baixa qualificação.

A formalização avança no mesmo ritmo. O número de empregados com carteira assinada cresceu 4,6%, atingindo o maior nível da série histórica, acompanhado pela expansão dos trabalhadores por conta própria. Na renda, o cenário também é positivo. O rendimento médio dos trabalhadores do agronegócio chegou a R$ 2.776 em 2025, com alta real de 3,9%, acima da média nacional. Já a massa salarial do setor alcançou R$ 67,96 bilhões, crescimento de 7,2% no período.

Ao mesmo tempo em que bate recordes, o agro redefine sua própria estrutura de trabalho. Mais do que gerar empregos, o setor passa a demandar qualificação, tecnologia e integração entre cadeias — um movimento que aponta para um mercado cada vez mais sofisticado e conectado às novas exigências da economia.

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