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FAESP pede ofensiva diplomática contra novas barreiras

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Tirso Meirelles: urgência para acionar todos os canais de diplomacia comercial

Federação considera insuficiente a atuação do Executivo e defende prioridade à diplomacia comercial para proteger as exportações

 

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) elevou o tom das críticas à condução da política comercial brasileira após o anúncio de novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos exportados pelo Brasil. Em nota divulgada nesta semana, a entidade afirma que a ampliação das alíquotas amplia os riscos para o setor produtivo e defende uma atuação mais intensa da diplomacia brasileira para preservar mercados internacionais.

Além de condenar a decisão do governo norte-americano, a FAESP atribui parte do agravamento da situação à resposta do Executivo brasileiro, que, segundo a entidade, não tratou o tema com a prioridade necessária desde o início das negociações. Para a federação, a proteção da competitividade do agronegócio depende de ações diplomáticas rápidas e coordenadas, especialmente em um cenário de crescente adoção de barreiras comerciais por diferentes países.

Na avaliação de Tirso Meirelles, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP), a medida anunciada pelos Estados Unidos amplia a pressão sobre cadeias exportadoras brasileiras. Ao mesmo tempo, ele rebate uma das justificativas apresentadas para o aumento das tarifas. “Com um histórico de 200 anos de relações comerciais com os Estados Unidos, é totalmente descabida a insinuação de que o Brasil convive com trabalho forçado. O agronegócio brasileiro atua sob rigorosos parâmetros de compliance e agendas ESG para garantir e acompanhar a qualidade da força de trabalho de ponta a ponta. Nosso compromisso com os direitos humanos e a dignidade no campo é intransigente”, destaca Meirelles.

A entidade também sustenta que o setor produtivo assumiu papel relevante nas negociações com parceiros internacionais, argumentando que parte das exceções obtidas nas medidas tarifárias decorreu da atuação direta de representantes do agro, da indústria, do comércio e dos serviços. Na nota, a FAESP afirma que o governo deixou de dimensionar adequadamente o problema e retardou a adoção de medidas diplomáticas capazes de reduzir seus impactos.

Outro ponto destacado é a necessidade de ampliar a agenda de negociações comerciais além da relação com os Estados Unidos. A federação cita, como exemplo, as tarifas incidentes sobre a carne bovina brasileira na China e avalia que o Brasil precisa adotar uma postura mais ativa na defesa de seus interesses comerciais diante de diferentes mercados.

Ao concluir a manifestação, Meirelles defende que o momento exige diálogo, e não escalada das tensões comerciais. É urgente acionar rápida e estrategicamente todos os canais de diplomacia comercial para restabelecer parâmetros que permitam a concorrência leal. Acreditamos que ainda há espaço para o diálogo firme, propositivo e que salvaguarde quem produz a segurança alimentar mundial. Não é o momento de ativação da Lei de Reciprocidade Econômica”, acrescenta.

 

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