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Avicultura cresce com a biosseguridade como prioridade

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Produção de frango pode chegar a 16,15 milhões de toneladas em 2026, enquanto prevenção sanitária ganha peso na rotina das granjas

 

A avicultura brasileira caminha para ampliar novamente sua produção em 2026, mas o crescimento traz junto uma responsabilidade que começa na porta de cada granja. Controle de acesso, higienização, trânsito de pessoas e veículos, monitoramento dos plantéis e comunicação rápida de suspeitas sanitárias passaram a ocupar posição ainda mais estratégica para uma cadeia que produz em grande escala e atende mercados em todo o mundo.

A biosseguridade foi justamente o tema escolhido pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) para marcar o Dia do Avicultor, celebrado nesta sexta-feira, 28 de agosto. Ao longo da semana, a entidade promoveu uma campanha de conscientização sobre a manutenção permanente das medidas de prevenção e controle sanitário.

A atenção ocorre após o Brasil registrar, no primeiro semestre de 2025, seu único foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em produção comercial, segundo a ABPA. O episódio foi rapidamente resolvido, mas reforçou a importância da prevenção diante de um cenário sanitário internacional permanentemente monitorado.

Para Ricardo Santin, presidente da ABPA, a proteção sanitária depende de ações incorporadas ao cotidiano. Protocolos de acesso, higienização, controle de trânsito, acompanhamento das aves e comunicação de suspeitas ajudam a preservar tanto os plantéis quanto o status sanitário do País.

O avicultor está na base de todos os avanços da nossa cadeia. É quem, diariamente, aplica os protocolos de biosseguridade, acompanha os animais e contribui diretamente para a produção de alimentos seguros”, afirma Santin.

O tamanho da atividade ajuda a dimensionar o que está em jogo. Em 2025, o Brasil produziu 15,289 milhões de toneladas de carne de frango e exportou 5,324 milhões de toneladas para 153 países. O valor bruto da produção alcançou R$ 112,6 bilhões. O País permaneceu como terceiro maior produtor e maior exportador mundial da proteína.

Nos ovos, foram 62,253 bilhões de unidades, com valor bruto de R$ 29,2 bilhões. Somados, carne de frango e ovos movimentaram aproximadamente R$ 141,8 bilhões em valor bruto da produção no ano passado.

Expansão continua

Para 2026, a ABPA projeta produção de carne de frango entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas, crescimento de até 5,6%. As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas, avanço de até 10,3%, enquanto o consumo interno pode chegar a 48,1 quilos por habitante. A produção de ovos também deve crescer, chegando a 64,8 bilhões de unidades, alta de até 4,1%. O consumo poderá avançar de 288 para 301 ovos por habitante.

As primeiras projeções para 2027 apontam continuidade desse movimento. Nesse cenário, biosseguridade deixa de ser apenas uma reação a ameaças sanitárias. Quanto maior a escala alcançada pela avicultura brasileira, maior o valor econômico protegido por cada protocolo cumprido dentro da granja.

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