A Plataforma AgroRevenda acompanhou de pertinho nesta quinta-feira, dia 23, a 1ª Reunião Canaplan 2026, em Ribeirão Preto (SP), que debateu a safra de cana-de-açúcar 2026 | 2027. O evento da consultoria dirigida por Luiz Carlos Corrêa Carvalho reuniu mais de duzentos profissionais do setor de energia, açúcar e combustíveis durante o
dia inteiro, teve como tema ‘A tempestade perfeita’ e debateu os inúmeros problemas vividos atualmente por todas as cadeias produtivas por causa de guerras, inflação, altos custos de produção, tensões geopolíticas, eleições.
A principal mensagem foi que o Brasil e o mundo estão ‘incertos’, mas vem colheita boa pela frente, de até 630 milhões de toneladas no Centro-Sul do país, mesmo com secas em algumas áreas e a renovação dos plantios. A projeção integra ‘cenários e clima complexo’ apresentados por Caio durante a 1ª Reunião Canaplan nesta quinta-feira, 23 de abril,
em Ribeirão Preto (SP). A projeção integra três cenários.
“O mix da safra vai ficar mais alcooleiro, com 52% para etanol e 48% para o açúcar. A produção de etanol deverá alcançar entre até 27,07 bilhões de litros. Já a produção de açúcar deverá oscilar entre 40 milhões de toneladas a 40,48 milhões de toneladas” informou Luiz Carlos Corrêa Carvalho, diretor da Consultoria Canaplan.
Ele ainda advertiu que a oferta de etanol de milho no país deverá chegar a 12 bilhões de litros e o mercado terá que encontrar demanda para o etanol de cana e de milho.
O evento começou com as projeções da safra feitas pela equipe da Canaplan e seguiu com os ‘papos de canavieiro’, envolvendo profissionais do Condomínio Agrícola Santa Izabel, Tereos, Usina São Martinho, Agropecuária Pau D´Alho, Tecnocana, Usina Santa Adélia, DG Agro, Nardini Agroindustrial e BP Bioenergy.
À tarde, o moderador Andy Duff, do Rabobank, comandou a análise sobre mercado de etanol, finanças e mercado internacional de açúcar, com representantes da Bioagência e GlobalData. A mesa redonda sobre macroeconomia,
política e geopolítica encerrou o evento, com a moderação de Luiz Carlos Corrêa e pronunciamentos de Sergio Vale (MB Associados) e Nílson Leitão (Instituto Pensar Agro – IPA).
Todos concordaram que a instabilidade política e econômica vai permanecer no Brasil e no mundo. Pelo menos, até o fim do Governo Donald Trump. Nosso país tem vantagens, com balança comercial favorável, agronegócio sustentando a economia, que segue crescendo. “Mas a conta vai começar que ser paga já em
2017. As contas públicas estão péssimas, a inflação seguirá alta e os juros vão aumentar. Teremos que ver qual a calibragem do novo presidente para colocar ordem no déficit fiscal. Algo vai ter que ser feito, seja quem vencer no fim deste ano”, ratificou Sergio Vale.




