Uma empresa do GRUPO PUBLIQUE

Brasil amplia presença global com insumos agrícolas

Compartilhe:

Vendas externas atingem recorde no trimestre, com destaque para sementes e avanço em novos mercados

 

O Brasil começa 2026 consolidando uma nova frente de protagonismo no agronegócio: a exportação de tecnologia para o campo. Os insumos agrícolas — que incluem sementes, defensivos químicos e bioinsumos — atingiram recorde no primeiro trimestre, reforçando a transição do país de grande produtor para fornecedor global de soluções agrícolas.

Entre janeiro e março, as exportações do setor somaram US$ 188 milhões, crescimento de 7,4% na comparação anual, com embarques de cerca de 40 mil toneladas. O desempenho reflete não apenas o avanço em volume, mas uma mudança qualitativa no perfil da oferta brasileira.

As sementes lideram esse movimento. Com US$ 63 milhões em vendas externas — o equivalente a um terço do total — o segmento registra o melhor resultado para o período e reforça uma tendência de diversificação que vem ganhando força nos últimos anos.

“O Brasil consolidou sua posição como exportador de insumos agrícolas. O portfólio exportador de sementes cresceu e se renovou”, afirma Renato Gomides, gerente-executivo da CropLife Brasil. “Culturas que antes mal figuravam nas estatísticas hoje chegam a novos mercados em quatro continentes”, completa.

Essa diversificação é visível na prática. Se em 2022 as exportações estavam concentradas em forrageiras, milho e hortaliças, hoje novos produtos ganham espaço, como sementes de nabo enviadas ao Uruguai, ricino para países africanos, sorgo para a Bolívia e melão para os Estados Unidos.

Os defensivos químicos seguem como principal item exportado, com US$ 105 milhões, enquanto os bioinsumos somam US$ 21 milhões, ampliando sua participação em um mercado que também cresce no ambiente doméstico.

No sentido oposto, as importações de defensivos recuaram para US$ 2,3 bilhões, queda de 11%, movimento associado à maior presença de produtos genéricos e à redução dos preços médios.

O avanço das exportações ocorre em paralelo ao crescimento do mercado interno de bioinsumos, que movimentou R$ 445 milhões em janeiro, com alta de 3%, e alcançou 12 milhões de hectares tratados — avanço de 18% no período.

Ao ampliar sua presença internacional e diversificar o portfólio, o Brasil fortalece sua posição não apenas como produtor de commodities, mas como fornecedor de tecnologia e inovação agrícola, consolidando uma nova etapa de inserção global do agronegócio.

 

Raio-x das exportações de insumos (1º tri/2026)

Resultado geral

  • US$ 188 milhões em exportações
  • Crescimento de 7,4% na comparação anual
  • Cerca de 40 mil toneladas embarcadas

Por segmento

  • Defensivos químicos: US$ 105 milhões
  • Sementes: US$ 63 milhões (≈ 33% do total)
  • Bioinsumos: US$ 21 milhões

Destaque estrutural

  • Melhor resultado histórico para o 1º trimestre
  • Sementes lideram o avanço e puxam diversificação

Mudança no portfólio

  • Concentração caiu de 92% (2022) para 82% (2026)
  • Novos produtos já representam 14% das exportações

Novos mercados (exemplos)

  • Nabo → Uruguai
  • Ricino → Congo e Quênia
  • Sorgo → Bolívia
  • Melão → Estados Unidos

Encontre na AgroRevenda