A Agroceres PIC inaugurou hoje (10/03), em Paranavaí (PR), seu novo Núcleo Genético de suínos, a Granja Gênesis. O empreendimento é mais um passo decisivo em seu projeto de expansão e permitirá a companhia não só ampliar e qualificar o atendimento a seus clientes como intensificar sua atuação em outros mercados, especialmente os da América do Sul.
Com investimento de R$ 332 milhões, a Granja Gênesis é o maior núcleo genético da América Latina e um dos mais avançados do mundo. Com 70 mil m² de área construída, a unidade conta com 22 galpões e possui capacidade para alojar 3.600 fêmeas elite.
“O Núcleo Genético Gênesis estabelece um novo paradigma no trabalho de melhoramento genético no Brasil e posiciona o País como um dos centros globais de desenvolvimento genético de suínos”, explica Alexandre Furtado da Rosa, diretor Superintendente da Agroceres PIC. “Com uma estrutura robusta, alta tecnologia e valendo-se de modernos conceitos produtivos, a Gênesis será responsável pela produção de reprodutores e fêmeas de altíssimo valor genético, para o Brasil e o mundo”.
Primeira unidade para produção de reprodutores elite no Brasil, o novo núcleo genético da Agroceres PIC está integrado à Rede de Granjas Elite de sua sócia PIC: unidades altamente modernas, que atuam interconectadas e que, juntas, são responsáveis por seu programa de melhoramento genético global e pelo fornecimento mundial da empresa.
Isso significa que a Gênesis não apenas torna o Brasil gerador e exportador de material genético de suínos, como assegura autossuficiência e independência genética aos produtores, cooperativas e agroindústrias brasileiras.
Ao jornal Valor Econômico, Furtado explicou que o elevado nível de biosseguridade das granjas brasileiras torna o negócio estratégico para a parceira PIC. Isso porque no Hemisfério Norte, doenças virais como a peste suína africana ameaçam os plantéis e o mercado de genética. “O risco lá fora é muito maior do que aqui, por mais que as empresas do Hemisfério Norte também tenham um grande cuidado com as granjas”, acrescenta.
A escolha do Paraná para receber a nova estrutura segue essa lógica. O estado é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa sem vacinação. Desta forma, não haverá restrições para os embarques. Paranavaí também foi escolhido por ser um município com pequena presença de suínos, o que reduz o risco de contágio.




