Documento reúne propostas para ampliar competitividade, mercados e segurança jurídica do agronegócio
A construção de uma política de Estado para o agronegócio voltou ao centro do debate nacional. Durante a abertura da edição comemorativa dos 25 anos do Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) entregou ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, uma Agenda Estratégica da Agroindústria Brasileira com propostas voltadas ao fortalecimento da competitividade, da integração entre agro e indústria e da presença do Brasil no mercado internacional.
Elaborado a partir da avaliação de mais de 80 fatores priorizados conforme urgência, impacto e horizonte de implementação, o documento reúne recomendações de curto, médio e longo prazos e pretende contribuir para a construção de uma agenda permanente para o setor. Na abertura do congresso, o presidente da ABAG, Ingo Plöger, afirmou que o próximo passo do agronegócio brasileiro é participar da construção das novas regras internacionais, agregando valor à produção e criando novos mercados.

Ao receber o documento, o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou o avanço das exportações brasileiras de alimentos e afirmou que o país caminha para assumir posição ainda mais relevante no comércio mundial. Ele também citou os efeitos positivos do acordo entre Mercosul e União Europeia e avaliou que a reforma tributária poderá impulsionar o Produto Interno Bruto, os investimentos e as exportações nos próximos anos.
A importância do financiamento ao agronegócio também foi destacada pelo vice-presidente de Produtos e Clientes da B3, Luiz Masagão, que apresentou números do mercado de capitais voltados ao setor. Segundo ele, instrumentos como CPR, LCA, CRA e CDCA seguem ampliando a oferta de recursos, embora ainda exista espaço para aperfeiçoar a formação de preços das commodities no mercado brasileiro.
Já o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que o Brasil já conquistou 674 novos mercados para seus produtos e deverá superar a marca de 700 até o final do ano. Para ele, a integração entre os diferentes elos da cadeia produtiva será determinante para ampliar a competitividade do país. “Quanto mais integrada estiver a cadeia, maior será nossa capacidade de competir no mundo e contribuir para o desenvolvimento do país”, disse.
Na mesma linha, a senadora Tereza Cristina defendeu que o próximo governo trate o agronegócio como política de Estado, garantindo previsibilidade e segurança jurídica aos investimentos. O deputado federal Arnaldo Jardim reforçou que a resiliência demonstrada pelo setor precisa ser transformada em uma estratégia permanente de desenvolvimento.





