Lideranças apontam, durante o SIAVS 2026, demanda crescente por alimentos como oportunidade para o país
A crescente demanda mundial por alimentos abre uma nova oportunidade para as exportações brasileiras de proteínas animais. Em um cenário de expansão do consumo global e maior busca por fornecedores confiáveis, representantes da indústria e da ApexBrasil defendem que o Brasil reúne condições para ampliar sua presença internacional apoiado em atributos como segurança sanitária, sustentabilidade, capacidade produtiva e competitividade.
O tema dominou os debates do Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS 2026), realizado em São Paulo, que reuniu mais de 30 mil visitantes de mais de 60 países, cerca de 400 expositores e aproximadamente 100 agroindústrias, consolidando-se como uma das principais vitrines internacionais do setor.

Além da agenda de negócios, a ApexBrasil promoveu ações voltadas à aproximação com compradores internacionais e à divulgação da produção brasileira. Entre elas estiveram o Projeto Comprador, com importadores de oito mercados estratégicos, o Projeto Imagem, que trouxe jornalistas de 24 países, e o Projeto Formadores de Opinião, destinado a apresentar a estrutura produtiva nacional a representantes de 12 mercados internacionais.
Durante o painel sobre o cenário das proteínas animais, o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, destacou que os projetos desenvolvidos em parceria com entidades do setor somam cerca de R$ 115 milhões em investimentos e geram retorno anual estimado em R$ 10 bilhões para o país. “O cenário internacional é desafiador, mas oferece grandes oportunidades para ampliar nossa presença global. O Brasil reúne atributos que o diferenciam no comércio internacional de alimentos, como segurança sanitária, sustentabilidade, capacidade produtiva e competitividade”, afirmou.
Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a promoção comercial tem sido decisiva para a expansão internacional do setor. Já o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, defendeu o fortalecimento da presença institucional brasileira nos principais mercados consumidores e apontou a Ásia como uma das regiões com maior potencial de crescimento para os próximos anos. “Temos orgulho da nossa produção e precisamos ampliar o diálogo, fortalecer acordos comerciais e mostrar ao mundo que o Brasil produz com qualidade, competitividade e sustentabilidade”, ressaltou.
As perspectivas também são positivas para outras cadeias. O presidente da ABIPESCA, Eduardo Lobo, afirmou que o pescado brasileiro tem amplo espaço para crescer tanto no mercado interno quanto no comércio exterior. Segundo ele, enquanto a produção mundial de animais aquáticos alcança cerca de 235 milhões de toneladas por ano, o Brasil responde por menos de 1% desse volume, demonstrando o potencial de expansão da atividade.
Ao longo do encontro, temas como biosseguridade, rastreabilidade, inovação tecnológica, bem-estar animal e sustentabilidade reforçaram que a competitividade brasileira depende cada vez mais da capacidade de atender às exigências dos mercados internacionais. Atualmente, o Brasil exporta proteínas animais para mais de 180 destinos, ampliando sua presença global por meio da abertura de novos mercados e da habilitação de plantas frigoríficas.





