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Suinocultura e ovinocultura apostam em eficiência

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Fóruns do Agroleite destacam que competitividade passa por manejo, genética, sanidade e qualificação técnica

 

A competitividade das cadeias de suínos e ovinos depende cada vez menos da simples ampliação da produção e mais da capacidade de produzir com eficiência. Manejo, genética, sanidade, assistência técnica e profissionalização dos produtores foram apontados como fatores decisivos para aumentar a rentabilidade e atender às novas exigências do mercado durante os fóruns de Suinocultura e Ovinocultura realizados no Agroleite 2026, em Castro (PR).

Os dois encontros reuniram centenas de produtores, técnicos e especialistas para discutir como transformar conhecimento em ganhos econômicos nas propriedades. Embora voltados a cadeias diferentes, os painéis convergiram na defesa de uma produção cada vez mais baseada em tecnologia, planejamento e qualificação profissional.

Na abertura do Fórum da Suinocultura, a médica-veterinária Djane Dallanora destacou que a fase de terminação concentra entre 70% e 75% dos custos do sistema produtivo, tornando-se estratégica para o desempenho econômico das granjas. “Questões como ambiência, sanidade, manejo alimentar e fornecimento de água estão diretamente ligadas ao desempenho dos animais. Trabalhar a eficiência nessa fase é uma decisão estratégica para garantir a sustentabilidade econômica da produção”, afirmou.

Na sequência, André Ribeiro Corrêa da Costa, diretor da Topigs Norsvin para América Central, Caribe e América do Sul, ressaltou que o avanço da genética precisa ser acompanhado de uma gestão igualmente eficiente. “O suinocultor está cada vez mais profissional e preparado para incorporar novas tecnologias. Hoje, o grande desafio não é apenas ter acesso à melhor genética, mas conseguir extrair todo o potencial desses animais por meio de um trabalho integrado entre cooperativa, produtor, empresas de genética, nutrição e sanidade”, observou.

A ovinocultura também foi apresentada como uma atividade com amplo espaço para crescimento, desde que sustentada por boas práticas de manejo e organização da cadeia produtiva. A médica-veterinária Maria Cristine Rizzon Cintra destacou que o fortalecimento do planejamento sanitário e o controle da verminose são fundamentais para elevar a qualidade da carne. “Quando o produtor compreende a importância das boas práticas e consegue aplicá-las no dia a dia, ele melhora a eficiência do sistema de produção e entrega um produto de maior qualidade ao mercado”, explicou.

Além dos desafios técnicos, os especialistas apontaram oportunidades de mercado. Segundo o zootecnista Luciano Piovesan Leme, a demanda brasileira por carne ovina continua superior à oferta nacional. “Existe um mercado em crescimento e faltam cordeiros para atender essa demanda. Nosso objetivo foi mostrar esse cenário e as oportunidades que os produtores têm para investir na atividade”, afirmou. Para ele, assistência técnica e cooperativismo são fatores decisivos para consolidar o crescimento do setor.

Ao aproximar produtores de especialistas, os fóruns reforçaram uma tendência comum às duas cadeias: o aumento da competitividade dependerá da capacidade de transformar conhecimento técnico em produtividade, qualidade e rentabilidade dentro das propriedades rurais.

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