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Cooxupé reúne especialistas para discutir clima

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Encontro técnico busca apoiar produtores no planejamento das próximas safras diante do aumento da variabilidade climática

 

O comportamento do clima volta a ocupar posição central no planejamento da cafeicultura brasileira. Diante da possibilidade de um novo episódio de El Niño e da crescente variabilidade das condições meteorológicas, a Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) promove nesta quarta-feira (29) a oitava edição do Fórum Café e Clima, encontro técnico que reunirá pesquisadores e especialistas para analisar os impactos das condições climáticas sobre as safras 2026/27 e discutir estratégias para reduzir riscos nas lavouras.

A programação foi estruturada para integrar diferentes áreas do conhecimento que influenciam diretamente a produção cafeeira. Meteorologia, geoprocessamento e fisiologia vegetal serão abordados ao longo do evento, permitindo que produtores, técnicos e pesquisadores tenham uma visão mais ampla dos desafios impostos pelo clima e das alternativas disponíveis para preservar o potencial produtivo dos cafezais.

A primeira apresentação ficará a cargo do engenheiro agrônomo Guilherme Vinícius Teixeira, coordenador de Geoprocessamento da Cooxupé, que fará uma análise das condições meteorológicas registradas nas regiões atendidas pela cooperativa e seus reflexos sobre a safra 2026/27. Na sequência, o agrometeorologista Marco Antônio dos Santos, sócio-fundador da Rural Clima, apresentará cenários para os próximos ciclos produtivos, com destaque para a previsão de um El Niño forte e seus possíveis impactos sobre a produção de café.

Encerrando a programação técnica, o professor José Donizeti Alves, da Universidade Federal de Lavras (UFLA), discutirá os efeitos fisiológicos das condições climáticas nas lavouras e as medidas capazes de preservar a capacidade produtiva dos cafezais para a safra seguinte.

Segundo Mário Ferraz de Araújo, gerente de Desenvolvimento Técnico da Cooxupé, compreender antecipadamente os efeitos do clima permite ao produtor adotar estratégias mais eficientes de manejo e reduzir a exposição aos riscos da atividade. “Entender como o clima influencia o desenvolvimento das lavouras permite antecipar desafios e adotar estratégias mais assertivas para a preservação da produtividade do café”, afirma.

Mais do que discutir previsões meteorológicas, o Fórum Café e Clima reforça uma mudança de paradigma na cafeicultura. Em um cenário marcado por eventos extremos mais frequentes, o monitoramento climático deixa de ser apenas uma ferramenta de acompanhamento para se consolidar como instrumento estratégico de gestão da propriedade. A capacidade de antecipar cenários, ajustar o manejo e preservar o potencial produtivo tende a ser um diferencial cada vez mais importante para a competitividade da cafeicultura brasileira.

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