Parceria entre Cooxupé, Fundace e Sistema OCEMG busca preparar produtores para os novos desafios da cafeicultura brasileira
Em um cenário de transformação acelerada no agronegócio, em que gestão, tecnologia e sucessão passaram a ocupar papel estratégico dentro das propriedades rurais, cooperativas brasileiras ampliam investimentos em programas voltados à formação de lideranças no campo. A proposta vai além da capacitação técnica: busca fortalecer o vínculo dos produtores com o cooperativismo e preparar as próximas gerações para um ambiente agrícola cada vez mais competitivo e profissionalizado.
É dentro desse movimento que a Cooxupé concluiu a formação da 7ª turma do Programa de Desenvolvimento em Gestão e Educação Cooperativista, realizado em parceria com a Fundace e o Sistema OCEMG/Sescoop-MG. Nesta edição, 39 cooperados receberam certificação, elevando para cerca de 250 o número total de participantes formados ao longo das sete turmas do projeto.
A iniciativa tem como foco ampliar conhecimentos em gestão, inovação, liderança e princípios cooperativistas aplicados à cafeicultura, setor que enfrenta desafios crescentes ligados à sucessão familiar, competitividade internacional, sustentabilidade e transformação digital.
Durante a etapa final do curso, os cooperados apresentaram projetos desenvolvidos ao longo da formação para uma banca formada por diretores e representantes da cooperativa. Entre os temas discutidos estiveram assistência técnica, prescrição agronômica digital, e-commerce, certificação, competitividade global do café e compartilhamento de conhecimento entre produtores.
Carlos Augusto Rodrigues de Melo, presidente da Cooxupé, destacou que o programa passou a ocupar posição estratégica dentro da atuação institucional da cooperativa. “Mais do que conhecimento técnico, esse programa proporciona troca de experiências, aproximação entre os cooperados e fortalecimento do espírito cooperativista”, afirma Melo.
Segundo ele, o fortalecimento do cooperativismo depende diretamente da participação ativa dos produtores. “Uma cooperativa forte se constrói com participação, proximidade e envolvimento das pessoas, e investir em educação é preparar nossos cooperados para os desafios do presente e do futuro.”
O vice-presidente da cooperativa, Osvaldo Bachião Filho, ressaltou que a formação também contribui para decisões mais estratégicas dentro das propriedades. “Quando o cooperado busca conhecimento, ele fortalece não apenas sua propriedade, mas também sua participação dentro da cooperativa e sua atuação junto à comunidade”, acrescenta Bachião.
Além das aulas e debates técnicos, o programa também estimulou troca de experiências entre produtores de diferentes regiões cafeeiras. A cooperada Solange Oliveira Peres afirma que a capacitação ampliou sua visão sobre o futuro da atividade. “O curso ampliou minha visão sobre inovação, gestão e o futuro da cafeicultura, além de reforçar ainda mais a importância do cooperativismo”, relata.
Já José Solon de Lima Júnior destacou o impacto da convivência entre os participantes. “Tivemos uma troca de experiências muito rica entre cooperados de diferentes regiões, o que fortalece ainda mais nossa conexão com a Cooxupé”, afirma.
O avanço desse tipo de iniciativa reflete uma mudança cada vez mais clara dentro do agronegócio brasileiro: em cadeias altamente profissionalizadas, conhecimento, gestão e capacidade de adaptação passaram a ter peso tão estratégico quanto produtividade e escala no campo.




