Crescimento da logística reversa de embalagens agrícolas fortalece mercado de trabalho e demanda profissionais especializados
A expansão da logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas está criando novas oportunidades de trabalho no agronegócio brasileiro. O avanço do Sistema Campo Limpo, referência nacional na destinação ambientalmente correta desses materiais, impulsionou a abertura de novas unidades de atendimento, aumentou o quadro de colaboradores do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV) e elevou os investimentos na qualificação de equipes, acompanhando o crescimento das operações em diferentes regiões do País.
Em 2025, o Sistema registrou crescimento de 11% no volume de embalagens corretamente destinadas, alcançando quase 76 mil toneladas. Para atender essa expansão, foram inauguradas quatro novas centrais de recebimento, localizadas no Pará, Maranhão e Rondônia, além da implantação de nove novos postos de atendimento aos agricultores. A ampliação da estrutura fortalece a presença da logística reversa em polos agrícolas em expansão e amplia a demanda por profissionais ligados à operação, logística, gestão ambiental e administração das unidades.
O reflexo desse movimento também apareceu no quadro funcional do inpEV, que encerrou 2025 com 524 colaboradores, crescimento de 9% em relação ao ano anterior. Paralelamente às contratações, a entidade reforçou a política de desenvolvimento profissional, investindo mais de 41 mil horas de treinamento, aumento superior a 50% sobre 2024. A média de capacitação chegou a 79,6 horas por colaborador, contemplando temas como liderança, inovação, gestão de projetos e melhoria contínua.
Para Silvana Carvalho, gerente de Recursos Humanos do inpEV, à medida que o Sistema Campo Limpo cresce, também aumenta a necessidade de profissionais preparados para atuar em uma operação cada vez mais complexa e tecnológica. “Por isso, investimos continuamente em capacitação e desenvolvimento, criando condições para que nossas equipes ampliem suas competências e acompanhem a evolução da logística reversa no país”, afirma Silvana.
Entre as iniciativas voltadas à inovação está o Programa INOVE, desenvolvido em parceria com o Senai. Em sua primeira campanha, a ação envolveu mais de 100 colaboradores, que apresentaram 66 propostas de melhoria de processos, reforçando o protagonismo das equipes na busca por ganhos operacionais. Marcelo Okamura, diretor-presidente do inpEV, destaca que a inovação não acontece apenas por meio de tecnologia e equipamentos. “Ela também nasce das pessoas que vivenciam os desafios da operação diariamente. O Programa INOVE foi criado justamente para estimular esse protagonismo e transformar boas ideias em ganhos concretos para o Sistema Campo Limpo.”
Além do impacto interno, a expansão da logística reversa movimenta as economias locais. As empresas parceiras responsáveis pela destinação final das embalagens mantiveram mais de 2.100 empregos diretos em 2025. Presente em 25 estados e no Distrito Federal, o Sistema Campo Limpo conta atualmente com 411 unidades de recebimento e já destinou corretamente mais de 900 mil toneladas de embalagens desde 2002, consolidando-se como uma das maiores iniciativas de economia circular do agronegócio mundial.




