O volume da produção agroindustrial cresceu 1,8% em abril deste ano, comparando com o mesmo mês de 2025.
É o que revela o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro) do FGVAgro.
A expansão ocorreu graças aos Produtos Alimentícios e Bebidas, com 2,4%, e aos Não Alimentícios, com 1%.
O ruim é que os números isolados indicam que apenas dois setores tiveram alta.
Os Produtos Alimentícios, com 3,2%, e os Biocombustíveis, que cresceram 51,3%.
No segundo caso, a expressiva expansão é por conta do aumento da moagem e da qualidade da cana-de-açúcar.
Além do aumento da demanda por etanol, impulsionado pela maior competitividade do biocombustível em relação à gasolina.
Já as Bebidas contraíram em -1,8%.
-3,1% na produção de Bebidas Alcoólicas.
E -0,5% em Bebidas Não Alcoólicas.
No segmento de Produtos Não Alimentícios, o principal destaque negativo é o setor de Insumos Agropecuários, com contração interanual de -13,3%.
No fim de abril, a Agroindústria viveu uma elevação de 0,7% ao ano.
É um valor pequeno, mas mostra que o setor resistiu aos problemas, como o conflito no Irã, que dificultou a exportação de alguns produtos para a região e elevou diversos custos de produção.
Com grande destaque para combustíveis e fretes.
Só que o futuro pode reservar mais dificuldades.
Esgotamento da cota chinesa de importação da carne bovina brasileira.
A retirada do Brasil da lista de países habilitados a exportar produtos de origem animal para a União Europeia em setembro.
E a nova rodada do aumento de tarifas e importação dos Estados Unidos, que pode atingir produtos, como calçados e pescados.