As exportações brasileiras de carnes tiveram um semestre espetacular.
Totalizaram 5,5 milhões de toneladas de carne bovina, suína e de frango.
Resultados impulsionados pela forte demanda internacional e a valorização da proteína bovina brasileira no mercado externo.
Os maiores compradores foam China, Estados Unidos, Japão, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, União Europeia, África do Sul, México, Coreia do Sul, Filipinas e Singapura.
O ambiente para a segunda metade de 2026 inspira cautela no caso da carne bovina.
O elevado ritmo dos embarques ao longo do primeiro semestre levou ao esgotamento da cota estabelecida pelo país asiático para a carne bovina brasileira.
Logo, novos embarques passariam a pagar taxas maiores.
Os especialistas avaliam que esse cenário pode provocar uma redução temporária dos embarques destinados ao mercado chinês, enquanto prosseguem as negociações entre representantes da cadeia produtiva e autoridades de Pequim para minimizar os impactos comerciais.
Outra preocupação envolve os Estados Unidos no mesmo tema.
Sobretaxas.
Já o mercado europeu ameaça com as exigências de rastreabilidade e conformidade sanitária para acesso ao bloco deles.
A saída é o Brasil investir muito mais na rastreabilidade individual dos animais.
Atender todas as exigências sanitárias dos europeus.
E aumentar o número de países que compram as nossas proteínas.