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Verde Agritech e WayCarbon vão monetizar crédito de carbono

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A Verde Agritech, companhia com maior capacidade para produzir potássio no Brasil, anunciou uma parceria com a WayCarbon, empresa que tem o Santander como maior acionista, para acelerar o desenvolvimento e a monetização do projeto de remoção de carbono. A WayCarbon, segundo o comunicado ao Mercado, “é líder no desenvolvimento de projetos de remoção de carbono e pioneira em soluções de mitigação das mudanças climáticas e sustentabilidade”.  

A parceria envolve o fertilizante multinutriente especial de potássio K Forte®, produzido em São Gotardo e Matutina, interior de Minas Gerais, e o potencial para capturar permanentemente até 120 quilos de CO2 por tonelada aplicada na agricultura. A remoção do carbono ocorre por meio do Intemperismo de Rocha Acelerado (ERW – Enhanced Rock Weathering), um processo natural pelo qual CO2 é removido da atmosfera quando reage com minerais de silicato presentes em certos tipos de rochas.  

“Essa parceria com a WayCarbon marca um novo capítulo para a Verde. Representa um passo crucial para a monetização do significativo potencial de remoção de carbono da Verde e permite que a Companhia colabore em novos projetos com o desenvolvedor de carbono mais confiável do Brasil. A WayCarbon está ativa neste setor desde 2006, tornando-se uma veterana com um histórico de sucesso a igualar. Acredito que a combinação de nossos atributos tem potencial para gerar uma das maiores plataformas de remoção de carbono do mundo”, comemorou Cristiano Veloso (foto em destaque), fundador e CEO da Verde Agritech, em comunicado ao Mercado. 

O comunicado reforça o histórico de projetos de carbono “de alta qualidade no Brasil” desenvolvidos pela WayCarbon. “Dentro da parceria, a WayCarbon apoiará a Verde no desenvolvimento, certificação, comercialização e monetização de seus créditos de carbono. Além de alavancar o Produto Verde, a parceria amplia seu escopo para abranger a originação e utilização de outros minerais capazes de captura de carbono por meio do Intemperismo Acelerado de Rochas”. 

O comunicado reforça que as operações da Verde Agritech “são sustentadas por um dos maiores recursos de potássio do mundo, com 5,9 bilhões de toneladas aprovadas pela Agência Brasileira de Mineração, das quais 3,32 bilhões de toneladas foram certificadas” no Canadá (NI-43101). 

“Estamos entusiasmados com a parceria com a Verde AgriTech. Na WayCarbon, nossa missão é impulsionar a transição para uma economia Net-Zero. Essa transformação é um esforço multissetorial. As propriedades distintivas dos produtos da Verde, juntamente com as extensas reservas minerais comprovadas da Verde e sua proximidade estratégica com as principais regiões agrícolas do país, apresentam uma oportunidade única para avançar na descarbonização do setor agrícola brasileiro”, enalteceu Breno Rates, sócio-fundador da WayCarbon e chefe de Projetos de Carbono. 

Estudo – O potencial do K Forte® em capturar carbono da atmosfera foi objeto de estudos realizados por universidades europeias. O ERW acelera o intemperismo natural das rochas, que envolve a quebra de minerais e a absorção de CO2 da atmosfera.  

“Na natureza, o processo leva séculos à medida que a superfície das rochas é gradualmente intemperizada e reage com CO2 para formar novos minerais carbonáticos estáveis ou íons de bicarbonato, removendo efetivamente o CO2 da atmosfera e armazenando-o por milhares de anos”, explica o comunicado. “Ao triturar e moer esses minerais e espalhá-los por grandes áreas, o ERW acelera significativamente a absorção de CO2”. 

O comunicado reforça que o potencial de remoção de CO2 não requer qualquer alteração nos métodos de produção e aplicação do K Forte® em terras agrícolas, nem altera os benefícios nutricionais para as plantas. “Além disso, o produto potencialmente sofre dissolução mineral em questão de meses a um ano a partir de sua aplicação nos solos, mais rápido do que os minerais silicatados de reação mais rápida (forsterita), que leva de anos a décadas para uma dissolução semelhante”, afirma o documento. “A dissolução mineral está diretamente correlacionada com a captura de dióxido de carbono da atmosfera, quanto mais rápida a dissolução mais rápida a absorção de CO2”, concluiu um estudo encomendado conduzido por Phil Renforth, Ph.D., na Universidade Heriot Watt, com base em publicação revisada por pares e dados comerciais. 

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