O mercado brasileiro de sebo bovino vive um momento histórico, impulsionado por produção recorde e pela forte demanda da indústria de biodiesel, que já absorve mais da metade da oferta em alguns meses. Com o avanço do biocombustível na matriz energética, o insumo ganhou caráter estratégico sob os aspectos econômico e ambiental. No primeiro semestre, a produção alcançou 806,8 mil toneladas, com projeção de 896,9 mil toneladas no segundo semestre, crescimento de 11,2% e novo recorde. Paralelamente, o consumo pelo biodiesel segue em alta: entre janeiro e outubro, foram destinados 524,4 mil m³ ao setor, aumento de 7,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Até outubro, a produção nacional de biodiesel somou 8,1 milhões de m³, dos quais o sebo bovino respondeu por 6,5%. Em outubro, essa participação subiu para 9,5%, reforçando a tendência de maior uso do insumo. A parcela do sebo direcionada ao biodiesel passou de 28,8% no primeiro semestre para 39,0% no segundo, chegando a 50,4% em outubro, com expectativa de atingir 55,6% em novembro.
Além do impacto econômico, o sebo bovino se destaca pelo ganho ambiental: o biodiesel produzido a partir desse insumo emite significativamente menos gases de efeito estufa do que o diesel fóssil e o biodiesel de soja. Com a previsão de aumento gradual da mistura obrigatória de biodiesel no diesel a partir de 2026, a demanda tende a crescer ainda mais, consolidando o sebo bovino como peça-chave da transição energética brasileira.




