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Saúde do bezerro começa nas primeiras horas de vida

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Manejo correto logo após o nascimento pode diminuir doenças, uso de medicamentos e prejuízos ao produtor de leite

 

Os primeiros cuidados prestados a um bezerro logo após o nascimento podem influenciar diretamente sua saúde, desenvolvimento e desempenho produtivo ao longo da vida. Em um momento em que a pecuária leiteira brasileira registra aumento da produção e pressão sobre a remuneração do produtor, especialistas apontam que práticas como a colostragem adequada e a cura correta do umbigo representam investimentos de alto retorno para reduzir perdas sanitárias e econômicas nas propriedades.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, no primeiro trimestre de 2026, os laticínios sob inspeção sanitária captaram 6,78 bilhões de litros de leite, o maior volume para o período desde o início da série histórica, em 1997. Ao mesmo tempo, o preço médio pago ao produtor caiu para R$ 2,24 por litro, retração de 18,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nesse cenário, reduzir enfermidades e melhorar a eficiência dos animais desde o nascimento torna-se uma estratégia importante para preservar a rentabilidade das fazendas.

Segundo Gustavo Freu, especialista técnico da linha de Terapêuticos e Silagem da Ourofino Saúde Animal, a prevenção deve ser priorizada desde os primeiros momentos de vida do animal. “Na bovinocultura de leite, precisamos atuar muito mais de forma preventiva do que no tratamento. Ao proteger a saúde dos bezerros desde os primeiros cuidados, reduzimos a necessidade do uso de antimicrobianos e evitamos impactos que podem acompanhar o animal ao longo de toda a vida produtiva”, afirma.

Como os bovinos nascem sem receber anticorpos da mãe durante a gestação, a ingestão de colostro nas primeiras horas de vida é fundamental para a transferência de imunidade passiva. De acordo com o especialista, o fornecimento deve observar três fatores: quantidade, qualidade e tempo. A recomendação é oferecer volume equivalente a 10% do peso vivo nas duas primeiras horas após o nascimento e mais 5% nas seis horas seguintes, utilizando colostro de boa qualidade, com leitura superior a 25% na escala Brix. “O colostro funciona como a primeira vacina do recém-nascido. É por meio dele que o animal recebe os anticorpos necessários para enfrentar os microrganismos presentes no novo ambiente”, explica Freu.

Outro manejo considerado indispensável é a cura do umbigo com solução de iodo a 10%, procedimento que reduz a entrada de patógenos e o risco de infecções graves. Segundo o especialista, a padronização das rotinas de atendimento é tão importante quanto o conhecimento técnico da equipe. “Não basta que a equipe conheça o procedimento. É preciso estabelecer uma rotina para que quantidade, qualidade e horário do fornecimento sejam respeitados independentemente do dia, do turno ou do profissional responsável pelo atendimento”, ressalta.

Entre as soluções da Ourofino para os quadros de diarreia estão o Hidrat Up, voltado à reposição de líquidos, sais minerais e energia; o Corta Curso, indicado para o controle da enfermidade; e o Biobac PRO, probiótico que contribui para o equilíbrio da microbiota intestinal de bezerros. Nos casos de pneumonia, a companhia também disponibiliza soluções como Tulaxx e Resolutor, que podem integrar os protocolos definidos pelo médico-veterinário.

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