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O futuro é da integração de lojas físicas e digitais!

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A pandemia da Covid-19 em 2020 promoveu uma grande mudança nos nossos hábitos e costumes. Com o agricultor, não foi diferente. Até porque ele também é um consumidor de produtos e serviços e, devido ao isolamento, passou a comprar uma série de itens de consumo, como alimentos, roupas, eletrodomésticos, etc., via digital. Ao mesmo tempo, ele pôde ver a conveniência e as facilidades dessa modalidade, que o fez refletir: “porque não comprar produtos e serviços para a sua fazenda desta mesma forma?”.

A consultoria McKinsey recentemente apresentou uma pesquisa que mostrava que em 2019 apenas 0,12% de todo o mercado europeu de máquinas, implementos, peças de reposição e insumos agrícolas foram comprados digitalmente, apesar de 13% dos agricultores já terem realizado algum tipo de compra através deste canal. Além disso, 36% dos agricultores afirmaram estar dispostos a comprar nesse mesmo formato. A mesma pesquisa foi feita em maio de 2020, e os resultados mostraram que já 7% dos agricultores iriam operar com essa alternativa tecnológica.

Em uma pesquisa realizada com agricultores brasileiros pela MPrado em junho de 2020, foi identificado que 3% já compram por comércio eletrônico e que 47% estão dispostos a comprar. Quando os dados acima são analisados, pode-se perceber que a pandemia acelerou essa mudança de comportamento do agricultor. Desta forma, os distribuidores precisam começar a refletir e adotar soluções digitais de comércio eletrônico e Market place que possam gerar esse tipo de conveniência a seus clientes com o propósito de capturar as oportunidades que estão evidentes.

Quando se olha para outros segmentos do mercado, por exemplo: algumas agências de viagens que ignoraram essa tendência perderam espaço significativo de mercado, pois muitas vezes a decisão de compra de uma passagem ou uma viagem se dá fora dos horários comerciais (à noite ou nos fins de semana), momentos estes em que as lojas estão fechadas. Com o agricultor não é diferente. Em muitas situações, ele se lembra de adquirir um insumo ou uma peça de reposição em horário fora dos praticados pelas empresas, e, com o canal digital disponível, ele fará a aquisição online gerando conveniência e facilidade.

O futuro passará por uma integração forte de lojas físicas e digitais, que irão se integrar promovendo aos clientes finais diferentes formas de geração de negócios para que ele utilize o canal que for mais conveniente com suas necessidades.

Marcelo Prado é Engenheiro Agrônomo, possui Pós-Graduação em Administração de empresas e é CEO da MPrado Consultoria Empresarial.

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