Trajetória no Instituto Agronômico marcou a pesquisa agropecuária e o consumo de feijão no país.
O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) comunicou, com profundo pesar, o falecimento do pesquisador aposentado Luiz D’Artagnan de Almeida, ocorrido no dia 2 de janeiro de 2026. Reconhecido nacionalmente como o “pai do feijão carioca”, D’Artagnan teve papel fundamental na história da pesquisa agropecuária brasileira e na consolidação de uma das variedades mais consumidas do país.
O pesquisador ingressou no IAC em 1967, atuando por mais de três décadas na antiga Seção de Leguminosas. Foi o responsável pela avaliação, difusão e pelo lançamento oficial do feijão carioca em 1969, além de viabilizar sua inclusão no programa de produção de sementes da CATI. Na década de 1970, integrou o Programa de Melhoramento Genético do Feijão, contribuindo decisivamente para o avanço técnico e produtivo da cultura.
Graças ao trabalho coordenado por D’Artagnan, o feijão carioca conquistou espaço nas lavouras e nas mesas dos brasileiros, alcançando cerca de 66% do consumo nacional. Sua trajetória deixou um legado duradouro para a pesquisa agrícola, para os produtores rurais e para a segurança alimentar do país, consolidando seu nome como uma referência histórica da ciência agronômica brasileira.




