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Feira da Embrapa leva público para dentro da ciência

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Embrapa abre áreas experimentais e mostra, na prática, tecnologias que sustentam a produção de alimentos no Brasil

 

A ciência que sustenta a produção de alimentos no Brasil ganha forma concreta — e acessível — na Feira Brasil na Mesa, que transforma o conhecimento técnico em uma experiência imersiva para o público. Durante o evento, realizado de 23 a 25 de abril na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF), visitantes poderão percorrer um circuito que conecta pesquisa, inovação e produção agrícola em tempo real.

O principal destaque é o tour pelas chamadas “Vitrines Vivas de Tecnologias”, um percurso guiado inspirado em roteiros turísticos, no qual o visitante embarca em um circuito com paradas temáticas. Em cada estação, pesquisadores apresentam experimentos, explicam resultados e mostram como a ciência chega efetivamente ao campo.

Ao longo do trajeto, o público terá contato com uma diversidade de culturas e soluções. No “Pomar da Ciência”, será possível conhecer espécies como a baunilha — uma orquídea de alto valor agregado — e variedades de pitaya desenvolvidas pela Embrapa, com destaque para cultivares autocompatíveis que reduzem a necessidade de manejo manual.

Outras estações ampliam o olhar sobre o potencial produtivo. O açaí, tradicional da região Norte, é apresentado em sistemas adaptados ao Cerrado, enquanto o consórcio entre baru e café demonstra estratégias de uso mais eficiente da terra, permitindo geração de renda mesmo durante o desenvolvimento das culturas perenes.

Na “Vitrine de Tecnologia”, o visitante encontra cultivares já prontas para adoção, como soja, milho e mandioca, além de pesquisas em andamento, incluindo oliveiras e hortaliças resistentes a condições climáticas extremas. Já os estudos com pequi e baru reforçam o potencial de espécies nativas, com foco em produtividade, qualidade e redução do tempo de colheita.

Para o chefe-geral da Embrapa Cerrados, Jorge Werneck, a iniciativa aproxima ciência e sociedade. “A Feira Brasil na Mesa é uma vitrine estratégica […] queremos que o público veja, na prática, como a inovação tecnológica garante alimentos de qualidade, com sustentabilidade”, afirma. Ele reforça ainda o papel da pesquisa no desenvolvimento do país. “É o momento de conectar o conhecimento do campo com a sociedade […] a pesquisa agropecuária é o alicerce para a segurança alimentar e o desenvolvimento econômico”, completa.

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