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Alimentos frescos entram na disputa estratégica do varejo

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Fórum da IFPA na APAS Show 2026 discutirá inteligência artificial, colaboração e consumo para ampliar rentabilidade

 

O setor de frutas, flores, legumes e verduras deixou de ocupar apenas uma posição estética dentro dos supermercados. Pressionado por mudanças no comportamento do consumidor, necessidade de eficiência operacional e margens cada vez mais apertadas no varejo alimentar, o segmento passou a disputar um novo papel estratégico nas redes supermercadistas: o de gerador de valor, fidelização e rentabilidade.

Esse movimento estará no centro do Fórum de FFLVO para Supermercados, promovido no dia 20 deste mês pela International Fresh Produce Association (IFPA) durante a APAS Show 2026, em São Paulo. A APAS Show será realizada em São Paulo nos dias 18 a 21 deste mês. O fórum do IFPA pretende discutir como inteligência operacional, comunicação estratégica e colaboração entre fornecedores e varejo podem transformar a categoria em um dos principais motores de resultado das lojas.

 

Hoje, os alimentos frescos já representam até 40% do faturamento dos supermercados brasileiros e podem gerar até 15% mais lucro nas redes com maior participação da categoria, segundo dados apresentados pela IFPA.

A proposta do evento surge justamente em um momento em que o varejo tenta reposicionar áreas historicamente associadas a perdas, perecibilidade e pressão operacional.

“Estamos diante de uma grande oportunidade de reposicionar o FFLV como uma categoria verdadeiramente estratégica dentro do varejo. O Fórum traz uma visão prática e integrada de como capturar valor em toda a cadeia, conectando inteligência, comunicação e colaboração. É sobre transformar potencial em resultado concreto”, afirma Valeska de Oliveira Ciré, country manager da IFPA no Brasil e moderadora do Fórum.

A programação foi estruturada em três grandes eixos temáticos que tentam redesenhar a lógica tradicional do setor. O primeiro painel abordará inteligência operacional e uso de tecnologia no gerenciamento da categoria, incluindo análise de dados e inteligência artificial aplicadas à redução de perdas e aumento de margem. Segundo a ABRAS, as perdas em FLV ainda alcançam 4,73% no varejo brasileiro.

O segundo debate discutirá um desafio histórico da categoria: comunicar valor além do preço. O foco será o uso de storytelling, saudabilidade, microsegmentação e experiência de compra para ampliar conexão emocional com o consumidor.

Já o terceiro painel colocará em discussão a relação entre varejo e fornecedores, defendendo modelos mais colaborativos baseados em compartilhamento de dados, metas integradas e estratégias conjuntas de trade marketing.

A proposta acompanha uma transformação mais ampla do varejo alimentar global. Em um ambiente no qual o consumidor busca saudabilidade, conveniência, rastreabilidade e experiência, o setor de FFLVO passou a ocupar posição central na estratégia comercial das redes.

Mais do que aumentar vendas, supermercados tentam transformar alimentos frescos em instrumento de diferenciação competitiva e fidelização — movimento que amplia a importância de gestão, comunicação

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