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Produção animal mantém ritmo forte e bate recordes

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Dados do IBGE mostram crescimento simultâneo das principais cadeias pecuárias do País no início de 2026

 

A produção animal brasileira iniciou 2026 em ritmo acelerado. Em um cenário marcado por demanda aquecida por proteínas, expansão das exportações e elevada capacidade produtiva, as principais cadeias pecuárias do país alcançaram um marco inédito: bovinos, suínos e frangos registraram simultaneamente o melhor desempenho para um primeiro trimestre desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 1997.

O resultado reforça a posição estratégica da pecuária dentro do agronegócio brasileiro. Além de sustentar parte relevante das exportações do setor, a atividade continua ampliando volumes de produção mesmo diante de desafios ligados aos custos de alimentação animal, logística, oscilações de preços e exigências sanitárias internacionais.

Segundo os dados divulgados pelo IBGE, o abate de bovinos alcançou 10,29 milhões de cabeças no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 3,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. A produção de carcaças bovinas atingiu 2,63 milhões de toneladas, avanço de 5,1% na comparação anual.

O comportamento do rebanho chamou atenção dos pesquisadores. “O setor de bovinos foi marcado pelo maior volume de abate e produção de carcaças em um primeiro trimestre. A participação de fêmeas no abate teve um aumento superior à de machos e atingiu o recorde de 49,9%. Este comportamento significa a retomada do crescimento do abate de fêmeas, após dois trimestres sucessivos de queda”, afirma Octávio Oliveira, gerente de Pecuária do IBGE.

Na suinocultura, o volume abatido chegou a 15,27 milhões de cabeças, alta de 5,5% sobre o primeiro trimestre de 2025. O peso acumulado das carcaças alcançou 1,43 milhão de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A avicultura também manteve trajetória positiva. Foram abatidos 1,71 bilhão de frangos entre janeiro e março, volume 3,6% superior ao registrado um ano antes. O peso acumulado das carcaças atingiu 3,73 milhões de toneladas, avanço igualmente de 6,9% na comparação anual.

Entre os estados, Mato Grosso permaneceu na liderança do abate bovino, respondendo por 17,5% da produção nacional. Santa Catarina manteve a liderança na suinocultura, com 28,1% de participação, enquanto o Paraná continuou como principal polo da avicultura brasileira, concentrando 35% dos abates de frangos.

Os números positivos da pecuária vieram acompanhados por outro recorde. A aquisição de leite cru por estabelecimentos sob inspeção alcançou 6,78 bilhões de litros, o maior volume já registrado para um primeiro trimestre. Apesar disso, o preço líquido médio pago aos produtores permaneceu abaixo do observado no mesmo período do ano passado, ainda que tenha apresentado recuperação ao longo dos meses analisados.

Os resultados reforçam a capacidade da pecuária brasileira de expandir sua produção em diferentes segmentos simultaneamente. Mais do que recordes estatísticos, os dados refletem a crescente relevância das proteínas animais brasileiras no abastecimento do mercado interno e na oferta global de alimentos.

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